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Apple prevê primeira queda nas receitas desde 2003

A tecnológica liderada por Tim Cook reportou um aumento dos lucros e das receitas no seu primeiro trimestre fiscal, entre Outubro e Dezembro de 2015. Mas estima uma quebra nas vendas, pela primeira vez desde 2003, para o trimestre em curso.

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Apple Forecasts First Sales Decline Since 2003
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 22:14
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A Apple anunciou receitas de 75,9 mil milhões de dólares no seu primeiro trimestre fiscal, correspondente aos últimos três meses do ano passado e que terminou a 26 de Dezembro.

Tratou-se de um aumento da facturação face aos 74,6 mil milhões do período homólogo anterior, mas um valor abaixo dos 76,5 mil milhões estimados pelos analistas, devido sobretudo ao facto de as vendas de iPhones terem ficado aquém do esperado.


As vendas de iPhones da empresa sediada em Cupertino aumentaram entre Outubro e Dezembro para 74,8 milhões de unidades, contra uma previsão média de 75 milhões feita pelos analistas. Já as vendas de iPads foram de 16,1 milhões de unidades, quando a expectativa do mercado era de 17,3 milhões.


Por seu lado, os lucros atingiram, no mesmo período, um valor recorde de 18,4 mil milhões de dólares (contra 18 mil milhões nos últimos três meses de 2014, ou 3,06 dólares por acção) – o que corresponde a 3,28 dólares por acção, quando a estimativa do consenso de mercado apontava para um número inferior: 3,23 dólares.


No entanto, as previsões para o segundo trimestre ficaram aquém das projecções dos analistas inquiridos pela Bloomberg. É, aliás, a primeira vez que desde 2003 que a Apple prevê uma queda das vendas.


Segundo os dados fornecidos pela Apple, as vendas do segundo trimestre deverão ficar compreendidas entre 50 e 53 mil milhões de dólares, quando os analistas apontavam para 55,5 mil milhões de dólares.


Esta estimativa de queda das receitas, a primeira em 13 anos, deve-se sobretudo à evidência de que o mercado dos "smartphones" está a ficar saturado, salienta a Bloomberg.


Luca Maestri, director financeiro da Apple, comentou que a empresa está a sentir os efeitos de um contexto económico "muito diferente" em todo o mundo. A Apple está a começar a ver algum "abrandamento" na China, especialmente em Hong Kong, sublinhou Maestri no comunicado da tecnológica.


Além disso, a empresa da maçã está também a começar a ver sinais de desaceleração no Canadá, Brasil e Rússia. "Há muitas economias em todo o mundo que estão em recessão", acrescentou o mesmo responsável.


A empresa da maçã segue a registar alguma volatilidade na negociação fora do horário regular, em Nova Iorque. Assim que apresentou os resultados, chegou a disparar 3% mas segue agora com uma subida mais moderada, de 0,40%, a valer 100,42 dólares por acção. No acumulado do ano, perde 5%.

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