Tecnologias Sem 5G, os novos iPhones podem ter dificuldades em afirmar-se na China

Sem 5G, os novos iPhones podem ter dificuldades em afirmar-se na China

A decisão da Apple de não atualizar os novos aparelhos com a quinta geração de rede móvel pode custar caro à empresa tecnológica no mercado chinês. A grande concorrência da Huawei ou da Xiaomi será um desafio difícil de ultrapassar.
Sem 5G, os novos iPhones podem ter dificuldades em afirmar-se na China
Reuters
Gonçalo Almeida 11 de setembro de 2019 às 14:15

A fabricante do iPhone – a única marca estrangeira na lista dos cinco maiores "players" no mercado de smartphones na China – pode ter muitas dificuldades em afirmar-se no país, uma vez que terá uma luta acesa com as locais Huawei, Oppo e Xiaomi, todas elas com preços mais baratos.

Será "muito difícil" para a Apple manter a sua posição cimeira na China no segundo trimestre do próximo ano, disse Jia Mo, analista da Canalys, à Bloomberg. "Resta ver se o novo iPhone 11 pode oferecer algumas inovações tecnológicas para compensar as desvantagens do hardware, como a falta da rede 5G", acrescentou.

O facto dos novos aparelhos da gigante tecnológica não terem a última geração de rede móvel não será um problema imediato, mas pode afetar os lucros da Apple em meados do próximo ano, altura em que os analistas esperam que as concorrentes chinesas comecem a aumentar a oferta de 5G.

A China está na linha da frente para o desenvolvimento da rede 5G – última geração da rede móvel com uma rapidez significativamente maior face às anteriores – e, como consequência, pode também estar mais perto de desbloquear a nova vaga de avanços tecnológicos na área da automação, cirurgia e transmissão de conteúdos em alta definição.

As fabricantes de smartphones estão um passo mais à frente dos restantes setores, nesta área, e pretendem lançar novos aparelhos com a nova rede móvel um quanto antes para fazer face à recente desaceleração na procura por smartphones.

O novo Mate 30 Pro, da Huawei, já vai incluir o processador Kirin 990 5G e as concorrentes chinesas Xiaomi e Oppo estão prestes a introduzir os seus mais recentes modelos. A Vivo, a segunda maior fabricante da China, vai divulgar os novos aparelhos na próxima semana, enquanto a coreana Samsung já o fez. Todos eles terão a última geração de rede móvel incorporada. 

No entanto, a divulgação do primeiro iPhone com 5G ainda não estará para breve. Segundo a Bloomberg, os aparelhos só devem ser divulgados depois do próximo ano. 

A Apple lançou ontem em Cupertino, na Califórnia, três smartphones da nova geração: o iPhone 11 Pro, o iPhone 11 Pro Max e o iPhone 11 – que substituem, respetivamente, os modelos XS, XS Max e XR. Os preços começam nos 699 dólares, seguindo-se o Pro a 999 dólares e o Pro Max a 1.099 dólares. A linha Pro substitui a denominação Plus, a versão de maior dimensão do smartphone. 

A grande novidade dos sucessores do iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR prende-se com o sistema fotográfico.

Uma nova câmara instalada na traseira com um terceiro sensor para capturar vídeos e fotografias com uma abertura angular maior, que vai permitir aos utilizadores capturarem um campo de visão mais periférico. Fotos tiradas em ambientes de pouca luminosidade também vão sofrer melhoramentos. 




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