Empresas Sindicato do Grupo PT quer que Provedor da Justiça actue contra austeridade

Sindicato do Grupo PT quer que Provedor da Justiça actue contra austeridade

O Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom (STPT) quer que o Provedor da Justiça exerça os seus poderes públicos contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo, considerando-as "ilegais" e "injustas".
Lusa 14 de setembro de 2012 às 14:31
Em comunicado, o STPT diz que apelou ao Provedor de Justiça para tomar uma posição junto dos poderes públicos, nomeadamente do Presidente da República, para que as novas medidas de austeridade anunciadas pelo Governo na semana passada não venham a ser aplicadas.

O sindicato sublinha que as medidas anunciadas, sobretudo "o acréscimo da taxa social única a ser suportada pelos trabalhadores e do adicional a aplicar aos reformados e aposentados", vão penalizar os trabalhadores, reformados e aposentados, causando "inevitavelmente nova redução na procura" e logo "agravamento da recessão e do desemprego".

Num outro comunicado, o STPT, em conjunto com o Sindicato de Quadros das Comunicações (Sinquadros), refere-se especificamente à situação dos trabalhadores do Grupo Portugal Telecom apontando o dedo à administração e ao presidente da empresa, que acusam de querer desvalorizar os salários.

Os representantes dos trabalhadores manifestam a sua decisão de levar o processo negocial dos aumentos salariais para 2012 para a fase de conciliação na Direcção Geral do Emprego e Relações de Trabalho e manter a suspensão/indisponibilidade para continuar as negociações da segunda fase do Acordo Colectivo de Trabalho.

Os sindicatos dizem que a "bitola é diferente para administradores e accionistas".

Enquanto a administração "estimula a redução dos salários reais dos trabalhadores da PT", "brindou os accionistas em 2010 com cerca de 800 milhões de euros de dividendos antecipados, distribuiu mais 1300 milhões de euros em 2011 e repartiu um dividendo de 65 cêntimos por acção em 2012, 570 milhões de euros", criticam.

Além disso, contestam ainda a distribuição de 37,5 cêntimos por acção prevista para o próximo ano.

No documento, criticam ainda o aumento de 7% da Taxa Social Única para os trabalhadores e a diminuição em 5,75% para as empresas, sublinhando que "com esta medida o governo rapa aos trabalhadores praticamente um salário ilíquido e mete nos cofres das empresas, no caso em apreço da PT, cerca de 15 milhões de euros".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI