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SonaeCom poderá ter necessidade de novo aumento de capital em dois anos

A SonaeCom poderá vir a ter necessidade de aumentar o capital da empresa para fazer face à eventual entrada agressiva da ONI Way no mercado de telefonia móvel, num prazo de 12 a 24 meses, diz a Espírito Santo Research.

Bárbara Leite 28 de Agosto de 2002 às 13:01
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A SonaeCom poderá vir a ter necessidade de aumentar o capital da empresa para fazer face à eventual entrada agressiva da ONI Way no mercado de telefonia móvel, num prazo de 12 a 24 meses, diz a Espírito Santo Research.

Contactada pelo Negocios.pt, a SonaeCom não quis comentar esta análise.

A Optimus do grupo SonaeCom será a empresa mais afectada com a entrada do quatro operador de telecomunicações móveis, acrescenta o estudo da corretora do Banco Espírito Santo (BES).

A operadora móvel do grupo SonaeCom por deter «uma quota de reduzida dimensão, no total 22% do mercado de telefonia móvel nacional, será a mais afectada com o aumento da concorrência», adiantam os analistas.

A TMN da Portugal Telecom [PTC] lidera o mercado de telefonia móvel, seguido da Vodafone Telecel [TLE]

A Optimus terá alegado, no processo entregue em tribunal, que o acordo de «roaming» entre a ONI Way e a TMN, que permitirá à primeira, operar na telefonia móvel antes da tecnologia de terceira geração móvel, colocaria em causa a sua sobrevivência, segundo avançou o «Diário Económico».

Os analistas da ESR considerem essa alegação «exagerada», mas defendem que esta preocupação reflecte a fraqueza da Optimus, com a entrada do novo operador móvel.

«A SonaeCom poderá necessitar de aumentar mais capital dentro de um a dois anos», afirma o estudo.

O conselho de administração da SonaeCom [SNC] está autorizado a deliberar um ou vários aumentos de capital até 400 milhões de euros, segundo adiantou a empresa no inicio de Agosto.

A ONI Way que, integra o universo Electricidade de Portugal (EDP) [EDP], prevê arrancar com as operações em Setembro, sendo que a Optimus e a Vodafone Telecel foram obrigadas a garantir a interligação aquela operadora.

As acções da SonaeCom cotavam nos 1,79 euros, a perder 2,19%.

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