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Subida do IVA ameaça afastar empresas tecnológicas na Madeira

O aumento da taxa do IVA em dois pontos percentuais vai ameaçar o desenvolvimento de um «cluster» de empresas tecnológicas na Madeira que se preparam para abandonar a Região Autónoma se a medida avançar, levando à eliminação de postos de trabalho naquela

Ricardo Domingos rdomingos1@gmail.com 15 de Junho de 2005 às 20:29
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O aumento da taxa do IVA em dois pontos percentuais vai ameaçar o desenvolvimento de um «cluster» de empresas tecnológicas na Madeira que se preparam para abandonar a Região Autónoma se a medida avançar, levando à eliminação de postos de trabalho naquela região, alertou hoje a Associação dos Profissionais do Centro Internacional de Negócios da Madeira.

A subida de 13% para 15% do IVA naquela região «terá um impacto irremediável sobre as empresas de comércio electrónico instaladas no âmbito do Centro Internacional de Negócios da Madeira, já que estas manifestaram a intenção de abandonar a Região logo que se confirme o aumento anunciado, de 13 para 15%», refere um comunicado da associação que espelha a mensagem expressa hoje em conferência de imprensa.

«Este abandono de actividades, num sector estratégico para o desenvolvimento
regional, terá como efeito imediato a perda de um número significativo de postos
de trabalho, altamente qualificados, bem como de uma redução efectiva e
expressiva de receitas fiscais», acrescenta a mesma fonte.

O Centro Internacional de Negócios da Madeira tem atraído diversas empresas de comércio electrónico e telecomunicações nos últimos três anos, cujas actividades se centram em serviços prestados directamente a consumidores finais da
União Europeia (UE).

O tipo de negócio, com margens pequenas, obriga a que a sua rentabilidade dependa «em larga medida, de todos os factores que influenciam o preço final dos seus
serviços e produtos, uma vez que a mais ligeira variação neste preço influencia
de forma determinante a competitividade geral da empresa no mercado europeu».

O CINM conta actualmente com 12 empresas de relevância neste sector de actividade, empregando 120 profissionais altamente qualificados quando, em 2002, apenas existiam quatro empresas que empregavam um total de 38 profissionais.

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