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Tele 2 lança Internet de banda estreita sem serviços associados

A Tele 2 arranca hoje com a oferta do serviço de Internet em banda estreita (dial-up), sendo o seu único compromisso os preços mais baixos. Por isso, diz que não irá oferecer nem serviço de «hosting» nem serviços de correio electrónico.

Negócios 20 de Dezembro de 2004 às 07:00
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A Tele 2 arranca hoje com a oferta do serviço de Internet em banda estreita (dial-up), sendo o seu único compromisso os preços mais baixos. Por isso, diz que não irá oferecer nem serviço de «hosting» nem serviços de correio electrónico.

Para Ignácio de Montis, director-geral da Tele 2 Portugal, esse pode ser uma vantagem competitiva da oferta da Tele 2, pois ninguém precisa de mudar de endereço electrónico.

A operadora sueca explica que o seu «valor acrescentado é a oferta de preços mais baixos», já que em serviços «não íamos fazer melhor do que os especialistas», enfatizando, por exemplo, que não vão avançar com qualquer portal.

O registo no serviço de Internet é feito através do «site» da Tele 2 (para quem já tenha Internet) ou através de uma chamada telefónica (onde é explicado os procedimentos para aceder através da Tele 2 à Internet). Em qualquer dos casos, os clientes têm de se registar no serviço de voz da Tele 2. A empresa vai oferecer 10 horas de navegação a quem se registar até final de Janeiro.

Os mais de 150 mil clientes actuais da Tele 2 no serviço de voz vão ser os alvos, numa primeira fase, da campanha de «marketing» da Tele 2, que em Janeiro abrangerá mais potenciais clientes com a inserção de publicidade na Internet e só mais tarde avançará para a imprensa.

Para a empresa os clientes actuais são os principais alvos, na medida em que «não há razão para não mudarem para a Tele 2 também na Internet», até porque a empresa «garante uma factura única com todos os serviços prestados pela Tele (voz e dados)».

Claro que ainda receberão a factura com a mensalidade da Portugal Telecom. Só quando a ORLA (Oferta de Referência para a Linha de Assinante) for possível é que a Tele 2 poderá incluir na sua própria factura a mensalidade a pagar à PT. Esta possibilidade começará a tomar forma, depois de a Anacom avançar com as imposições, no âmbito do novo quadro regulatório do sector, para o operador com poder de mercado significativo no serviço fixo.

A ORLA define os critérios para que possa haver uma factura única. «Temos interesse em fazer uma factura única», disse Ignácio de Montis.

O lançamento da oferta de dial-up também não vai implicar grandes investimentos para a Tele 2 nem para a Transcom (empresa do grupo Tele 2 responsável pelo «call center»). Ignácio de Montis explica que como a empresa só vai oferecer a ligação à Internet o «call center» só deverá ter grande acréscimo de chamadas nos primeiros dias, com as dúvidas e ligações.

Depois não haverá muitas chamadas, já que 70/80% das chamadas para os «call centers» dos ISP (fornecedores de acesso à Internet) são com problemas de e-mail e de configurações. A Transcom teve de acrescentar, apenas, três a quatro pessoas.

A Tele 2 explica o lançamento da Internet de banda estreita pelo facto de Portugal ter, ainda, uma baixa taxa de penetração de acesso à Internet. São apenas 750 mil lares com banda estreita e 200 mil com banda larga. A taxa de penetração de Internet nos lares é de 37%. Por isso, a empresa estima ter uma quota de 4% ao fim do primeiro ano de actividade.

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