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Telecomunicações reagem ao FMI: “Só um profundo desconhecimento deste sector, em Portugal, pode justificar a ligeireza das afirmações”

A Apritel, associação que reúne os operadores de telecomunicações em Portugal, contestou as afirmações do representante do FMI sobre os preços praticados no sector. “Só um profundo desconhecimento deste sector, em Portugal, pode justificar a ligeireza das afirmações”.

Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 25 de Março de 2013 às 15:49
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Abebe Selassie, chefe da missão do FMI em Portugal, em entrevista à Lusa, afirmou ser “muito desapontante que os preços da luz e das telecoms não desçam”.

 

“Lamentamos as recentes afirmações do chefe da missão do Fundo Monetário Internacional em Portugal sobre os preços dos serviços de comunicações por não terem sido fundamentadas e não corresponderem efetivamente à realidade”, refere Ana Paula Marques, presidente da Apritel, em comunicado.

 

A responsável, no mesmo documento, que esta atitude por parte do chefe da missão do FMI em Portugal, “constitui um motivo de preocupação para a Apritel não só do ponto de vista do sector como do País, tendo em conta outros desafios que Portugal enfrenta”.

 

Nessa medida, a Apritel “está muito apreensiva pelo desconhecimento demonstrado, pois uma simples leitura da evolução do índice de preços nacionais permitiria concluir que sistematicamente há vários trimestres a evolução dos preços nas comunicações em Portugal mostra uma descida progressiva e consistente”.

 

A associação recordou os dados dos Banco de Portugal, onde é visível que o sector das telecomunicações regista, desde 2007, uma descida de 3,4 pontos percentuais quando, no global, o IPC registou uma subida de 10,9 pontos em idêntico período.

 

A Apritel vai mais longe dizendo que apesar do investimento progressivo dos operadores, “os preços têm demonstrado uma evolução clara de decréscimo, fruto de uma concorrência muito agressiva e dos ganhos de eficiência que têm sido transferidos para os consumidores”.

 

A presidente da Apritel refere que a associação “está, como sempre esteve, disponível para discutir este assunto em conjunto com a equipa da Troika, mas apenas aceitaremos fazê-lo numa base séria e rigorosa”.

 

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