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Telemóveis UMTS devem custar mais de 600 euros no arranque comercial

Os telemóveis para o arranque comercial da terceira geração móvel, que está previsto para 1 de Julho de 2004, deverão custar mais de 600 euros, segundo as estimativas da Vodafone Telecel, que já cobre Lisboa, Porto e Coimbra com a nova tecnologia.

Bárbara Leite 02 de Janeiro de 2004 às 18:28
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Os telemóveis para o arranque comercial da terceira geração móvel, que está previsto para 1 de Julho de 2004, deverão custar mais de 600 euros, segundo as estimativas da Vodafone Telecel, que já cobre Lisboa, Porto e Coimbra com a nova tecnologia.

A Vodafone Telecel, que arrancou com o pré-lançamento do UMTS com 200 terminais distribuídos por colaboradores e clientes, estima que, na altura do lançamento comercial da tecnologia, os preços dos telemóveis baixem dos actuais 800 euros para cerca de 600 euros.

«Os terminais UMTS deverão custar, no arranque, um pouco acima dos topo de gama do GSM», adiantou ao Canal de Negócios, fonte oficial da Vodafone Telecel.

Os telemóveis topo de gama do GSM da operadora móvel custam entre 500 a 600 euros.

Por agora, a Vodafone Telecel optou por disponibilizar terminais UMTS Samsung Z100, porque são considerados pela empresa, os terminais mais evoluídos na tecnologia. No entanto, a empresa continua a efectuar testes com os terminais Motorola A835, Sony Ericsson Z1010, Siemens U15 e Nokia T600.

Operadora na expectativa de solucionar problemas da rede e dos terminais

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) depois de ouvir as preocupações dos operadores móveis decidiu adiar o arranque comercial do UMTS para 1 de Julho de 2004, por considerar as dificuldades ainda existentes com redes e terminais.

Segundo a Vodafone Telecel, tantos as redes como os terminais encerram dois tipos de problemas.

No período de pré-arranque, constatou-se que «há queda de chamadas de voz no UMTS», explicou a mesma fonte, acrescentando ainda que também as chamadas de GSM para UMTS ou vice-versa apresentam dificuldades na concretização.

A escassez de terminais que suportem a nova tecnologia é outra das actuais dificuldades do UMTS, bem como a limitação da autonomia das baterias dos terminais UMTS.

Vodafone sem necessidade de partilhar rede até arranque

A Anacom espelhou na decisão sobre o UMTS, uma das exigência dos operadores, autorizando a partilha de investimento de redes entre os operadores.

Até ao arranque comercial, a Vodafone Telecel não prevê partilhar investimentos na rede com os restantes operadores, uma vez que a empresa, para corresponder às exigências de cobertura, está unicamente a colocar antenas sobre as actuais de GSM.

«Somos a favor da partilha. Quando chegar a altura de construir nova rede, aí vamos partilhar investimentos», avançou a mesma fonte ao Canal de Negócios.

Desde a concessão da licença, a operadora investiu 220 milhões de euros, dos quais 120 na expansão da rede, especificou a mesma responsável.

A Anacom fixou que os operadores terão que cobrir 60% dos valores fixados nas licenças, mas se esse valor for inferior ao mínimo de 20%, vigorará a cobertura do caderno de encargos.

A Vodafone Telecel diz que a sua cobertura já alcança o estipulado. A rede de UMTS sobre Lisboa, Porto e Coimbra. Os próximos passos serão dados para os grandes centros urbanos, litoral do país e depois Algarve.

«Temos centenas de estações-base instaladas», realçou a mesma fonte, que não quis quantificar o número exacto.

Preços do UMTS em linha com GSM

A Vodafone Telecel, a primeira a comentar a decisão provável da Anacom, entende que vai praticar os preços no UMTS em linha com o GSM.

Para o mesmo tipo de chamada, os preços a cobrar serão idênticos, sublinhou fonte oficial da Vodafone Telecel.

Somente o serviço diferenciador da nova tecnologia- a videotelefonia, vai ter um custo superior aos actuais tipos de chamadas ou serviços.

A nova tecnologia, segundo a mesma fonte, tem transmissões mais rápidas, acessos à Internet mais acelerados do que o GPRS, muito semelhante ao ADSL na rede fixa e melhor qualidade na imagem.

A decisão da Anacom veio ao encontro das expectativas da Vodafone Telecel, concluiu a mesma fonte. O arranque pré-comercial a 1 de Janeiro, para o número limitado de pessoas, preferencialmente empresas e o arranque propriamente dito a 1 de Julho.

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