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Telesp Celular Participações agrava prejuízos para 39,64 milhões de euros (act)

A Telesp Celular Participações registou um prejuízo de 131,5 milhões de reais (39,64 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano, mais 76,5% que no período homólogo, devido ao aumento dos custos financeiros, anunciou a empresa controlada pela PT.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Abril de 2003 às 12:53
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A Telesp Celular Participações, empresa controlada pela Vivo, «holding» da Portugal Telecom e Telefónica para as telecomunicações móveis no Brasil, registou um prejuízo de 131,5 milhões de reais (39,64 milhões de euros) no primeiro trimestre deste ano, mais 76,5% que no período homólogo, devido ao aumento dos custos financeiros.

As receitas líquidas da empresa que controla as operadoras Telesp Celular e Global Telecom ascenderam a 927,3 milhões de reais (279,5 milhões de euros), mais 8,9% que no período homólogo e menos 14,3% que no quarto trimestre de 2002.

O EBITDA, ou «cash flow» operacional, subiu 34,4% para 407,5 milhões de reais (122,8 milhões de euros), com os custos operacionais a baixarem 5,3% até aos 519,8 milhões de reais (156,7 milhões de euros). A margem EBITDA melhorou 8,3 pontos percentuais, face ao período homólogo, para 43,9%.

Nos primeiros três meses de 2003 a TCP investiu 80 milhões de reais, ou 8,6% das vendas, num montante 17,6% superior ao registado no período homólogo.

A 31 de Março de 2003 as duas operadoras da TCP detinham 7,3 milhões de clientes, mais 18,6% que no período homólogo. Nos primeiros três meses de 2003 a Telesp Celular angariou 42 mil novos clientes e a Global Telecom adicionou 25 mil novos clientes, com a quota de mercado a permanecer nos 41%. A Telesp Celular detinha 66% do mercado onde está presente.

A Vivo, que reúne ainda as operadoras de telefonia móvel da Telefónica, terminou Março com 17 milhões de clientes, o equivalente a metade do mercado móvel brasileiro.

Despesas financeiras crescem 46% e penalizam resultados

A penalizar as contas da TCP esteve o aumento das despesas financeiras em 46%, para 252,4 milhões de reais, «devido ao aumento da taxa de juro de um nível de 19% anuais para 26,5% e a um mercado de crédito mais restritivo, que implicaram um maiores custos de financiamento para a TCP», explica a companhia em comunicado.

No final de Março a dívida bruta consolidada da TCP era de 4,73 mil milhões de reais (1,43 mil milhões de euros), da qual cerca de 51% era financiada pela Portugal Telecom. A dívida da empresa desceu 4,9% face ao período homólogo. A dívida líquida subiu 3,8% contra o final de 2002.

A Portugal Telecom seguia a descer 1,37% para os 6,50 euros.

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