Tecnologias Tim Cook: “Temos de decidir quanto poder o Governo deve ter no controlo de informação”

Tim Cook: “Temos de decidir quanto poder o Governo deve ter no controlo de informação”

O presidente executivo da Apple voltou a sublinhar a importância da protecção de dados e confessou “não esperar estar nesta situação, em desacordo com o próprio Governo”.
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Sara Ribeiro 21 de março de 2016 às 17:32

O presidente executivo da Apple voltou a sublinhar a importância da protecção de dados e da privacidade e confessou que não esperava "estar nesta posição, em desacordo com o nosso próprio Governo", referindo-se à batalha que iniciou contra o FBI por se ter recusado a desbloquear o iPhone do autor de um atentado nos EUA.

E voltou a sublinhar que a Apple "acredita firmemente que tem a responsabilidade de ajudá-lo [clientes] a proteger seus dados e sua privacidade". Por isso, continuou, "temos de decidir como nação quanto poder o Governo deve ter sobre os nossos dados e da nossa privacidade".

Tim Cook falava esta segunda-feira, no arranque da apresentação dos novos produtos da empresa, onde é esperado o lançamento de um novo iPhone mais pequeno e mais barato e um novo iPad.

Um evento considerado atípico tendo em conta que é a primeira vez que a Apple apresenta um novo smartphone nesta altura do ano. Depois do primeiro iPhone ter sido anunciado por Steve Jobs em Janeiro de 2007 [e lançado em Setembro desse mesmo ano], a Apple tem reservado na agenda o mês de Setembro para a apresentação dos novos membros da família.

O "timing" da apresentação do novo telemóvel é encarado pelos analistas como uma estratégia para tentar inverter as previsões da queda das vendas este ano pela primeira vez desde o nascimento do iPhone.

O lançamento deste novo iPhone com um ecrã mais pequeno representa uma inversão da estratégia seguida nos últimos anos quer pela Apple quer pelos rivais. Os smartphones com ecrãs maiores, de 4,7 e até de 5,5 polegadas, como é o caso do iPhone 6S Plus, têm ganho terreno nos últimos anos, conquistando milhões de utilizadores.

Segundo as estimativas dos analistas da Creative Strategies, apenas 15% dos utilizadores continuam a preferir telemóveis de 4 polegadas. Já os analistas da RBC adiantaram que 40% dos actuais utilizadores de iPhone fizeram o "upgrade" para modelos com ecrãs maiores desde Setembro de 2014, de acordo com um relatório citado pelo Financial Times.

É aqui, na restante fatia do mercado, que a Apple prevê captar novos consumidores e tentar inverter as previsões de quedas de vendas.

No último trimestre de 2015 a Apple vendeu 74,8 milhões de unidades, um número recorde de vendas mas, ao mesmo tempo, o pior nível de crescimento de sempre: 0,4%, o que corresponde a 300 mil unidades a mais do que no período homólogo. E o trimestre em análise inclui o mês de Dezembro que, por norma, representa sempre um pico de vendas.

Este cenário levou a Apple a rever as estimativas para o segundo trimestre fiscal, que termina em Março, em baixo. Nas previsões apresentadas aos analistas, a empresa liderada por Tim Cook divulgou que espera alcançar neste período um volume de negócios entre 46 e 49 mil milhões de euros, o que traduz uma queda face aos 53,4 mil milhões no mesmo período de 2015. Caso as estimativas se venham a comprovar, será a primeira vez em 13 anos que as receitas da gigante Apple caem.




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