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Tim Cook diz que desbloquear o iPhone seria "mau para a América"

O CEO da Apple, Tim Cook, disse que desbloquear o iPhone do terrorista de San Bernardino significaria que todos os outros utilizadores ficariam expostos a "incríveis vulnerabilidades", o que seria "mau para a América".

Bloomberg
André Vinagre andrevinagre@negocios.pt 25 de Fevereiro de 2016 às 10:18
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Tim Cook respondeu à polémica entre a Apple e o Departamento de Justiça norte-americano dizendo que dar acesso aos dados do iPhone utilizado por um dos autores do tiroteio de San Bernardino, na Califórnia, seria "mau para a América".

 

Numa entrevista à estação televisiva norte-americana ABC News na quarta-feira, 24 de Fevereiro, Tim Cook explica por que se recusou a desbloquear o iPhone 5c usado por Syed Rizwan Farook dizendo que a privacidade de todos os outros utilizadores estaria em causa, sujeitando-os a "incríveis vulnerabilidades".

 

O presidente executivo da Apple repetiu que, apesar da importância da segurança pública, obedecer a esta ordem da justiça para apoiar o FBI neste caso abriria um precedente que iria ofender muitos americanos.

 

"Há coisas difíceis e há coisas acertadas. E há situações que são ambas. Este é um desses casos", explicou Tim Cook.

 

O CEO da Apple disse mesmo que "a única maneira de aceder à informação, pelo menos a única maneira que nós conhecemos, é desenvolver um 'software' que nós vemos como o equivalente a um cancro".

 

Também na quarta-feira, o New York Times avançava com a notícia de que a Apple está a desenvolver actualizações para melhorar a segurança dos iPhones. Segundo as fontes não identificadas citadas pelo jornal norte-americano, estas actualizações iriam "criar um desafio técnico significativo para as agências de segurança".

 

Na passada semana, o Departamento de Justiça pediu à Apple que desbloqueasse o iPhone usado pelo autor do ataque de San Bernardino para que o FBI acedesse às suas informações. Pedido, esse, que Tim Cook rejeitou, dizendo que se tratava de um grave problema de privacidade e que iria abrir um "perigoso precedente".

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