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TVI quer dois novos canais abertos para captar receitas perdidas pela TV Cabo

A TVI quer lançar dois novos canais em sinal aberto numa plataforma digital para captar as potenciais receitas publicitárias perdidas pela TV Cabo, disse Paes do Amaral, presidente da Media Capital

Bárbara Leite 19 de Novembro de 2003 às 19:02
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A TVI quer lançar dois novos canais em sinal aberto numa plataforma digital para captar as potenciais receitas publicitárias perdidas pela TV Cabo, disse Paes do Amaral, presidente da Media Capital.

Este responsável entende que «estamos a falar de dezenas de milhões de euros de receita que nós perdemos e a TV Cabo não recuperou».

As empresas que publicitam na televisão estão agora interessadas em colocar publicidade agregada a determinado programa para o seu mercado alvo. Com a dispersão de canais da TV Cabo e estudos internos, a Media Capital acredita que, pelo menos para dois segmentos de mercado, existe procura publicitária que a actual televisão generalista não consegue abarcar.

Neste sentido, a TVI pretende, na futura plataforma digital, lançar um canal aberto e gratuito para o segmento juvenil e outro para as classes mais altas, com séries e cinema, referiu Paes do Amaral.

Mas ao mesmo tempo, as negociações para colocar um canal de economia no cabo continuam. «Estamos em negociações avançadas. O canal de economia vai estrear no primeiro trimestre do ano que vem», sublinhou.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) estipulou o mês de Outubro do próximo ano para o arranque com a nova rede digital para a televisão, depois da devolução da licença para exploração da plataforma por dificuldades previstas para rentabilizar o negócio.

Num painel no 13º Congresso das Comunicações sobre este tema, Paes do Amaral defendeu que esta plataforma tem que «passar quer pela RTP, SIC e TVI», pelo que cada uma destas televisões teria um direito a um «multiplex», um conjunto mínimo de quatro canais, que poderia lançar, todos gratuitos e financiados através da publicidade.

Portanto, o presidente da Media Capital entende que esta plataforma, ao contrário da TV Cabo, não deve implicar o pagamento de uma mensalidade.

«Existe uma grande maioria da televisão portuguesa que não tem TV Cabo. Essa população deve ter televisão “free-to-air (canal aberto)”».

Francisco Balsemão vai mais adiante nesta questão. Entende que caberá ao Estado ou à União Europeia ter um papel financiador da nova plataforma digital, para proporcionar melhor imagem e melhor som dos canais televisivos a todos os portugueses. «Não são com certeza as empresas privadas e os seus accionistas que vão fazer este esforço», destacou Pinto Balsemão, presidente da Impresa que controla a SIC.

O líder da Impresa, questionando o modelo da nova tecnologia, não quer que a passagem do analógico para o digital seja uma obrigação, considerando impossível atingir a conversão dos sinais de televisão analógicos para digitais em 2007, como está previsto.

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