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União Europeia rejeita (mais uma vez) acordo anti-monopólio da Google

Os novos argumentos da concorrência relativos ao abuso de posição dominante por parte da Google levaram a Comissão Europeia a pedir "novas soluções" ao gigante tecnológico, dando assim um passo atrás no acordo de princípio alcançado em Fevereiro.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 10:13
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A Comissão Europeia exigirá um novo acordo à Google para encerrar o maior caso de abuso de posição dominante dos últimos anos, avança esta terça-feira a imprensa internacional.

 

Joaquín Almunia, comissário europeu para a concorrência, pediu, em entrevista à Bloomberg TV, "novas soluções" para encerrar o caso de possível monopólio no mercado de motores de busca na internet. "Alguns denunciantes (rivais da Google) apresentaram novos argumentos e dados que temos de analisar. São preocupações que consideramos justificadas", explicou Almunia.

 

Esta posição por parte da Comissão Europeia representa um recuo face ao acordo de princípio alcançado em Fevereiro entre a empresa e os responsáveis europeus, com o qual o gigante tecnológico evitava uma multa milionária – que poderia chegar a 10% das suas vendas, cerca de cinco mil milhões de euros – em troca de acrescentar os logos e posicionar melhor os links dos seus rivais nos resultados das pesquisas. Isto porque a maior preocupação de Bruxelas é o tratamento preferencial que a Google dá aos seus próprios motores de busca especializados, como o Google Shopping ou o Google Finance, em relação a ferramentas semelhantes da concorrência.  

 

Contudo, o acordo que parecia encerrado sofre agora um revés, depois de apresentados novos argumentos por parte da concorrência.

 

Joaquín Almunia, com os restantes comissários europeus, deixará o cargo no dia 1 de Novembro, pelo que a resolução deste caso, que dura já há quatro naos, deverá passar para as mãos do próximo responsável pela área da concorrência em Bruxelas. 

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