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Vodafone Telecel investe mais de 66 milhões de euros em UMTS; «estranha» decisão de ONI Way

A Vodafone Telecel prevê investir mais do que 66 milhões de euros no desenvolvimento da rede de Universal Mobile Telecommunications System (UMTS) no conjunto de 2002, disse António Carrapatoso, à margem do Congresso da ACEGE.

Bárbara Leite 21 de Setembro de 2002 às 15:04
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A Vodafone Telecel prevê investir mais do que 66 milhões de euros no desenvolvimento da rede de Universal Mobile Telecommunications System (UMTS) no conjunto de 2002, disse António Carrapatoso, à margem do Congresso da ACEGE.

O presidente da Vodafone Telecel salientou que «este ano vamos investir no total 200 milhões de euros. Na rede de UMTS, vai ser um valor superior a um terço desse total».

Para a melhoria e manutenção das redes de telefonia móvel, a Vodafone Telecel [TLE] reservou «metade do investimento previsto», referiu Carrapatoso, um dos convidados para discursar no Congresso Nacional da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE).

Embora não seja o valor inicialmente previsto, Carrapatoso defende que «é um investimento significativo» na nova tecnologia móvel, estranhando que o quarto operador tenha congelados os investimentos nesta área.

«É estranho como é que o quatro operador congelou os investimentos no UMTS», afirmou Carrapatoso, sublinhando que a entrada do novo operador «será para aumentar a concorrência e ele está a congelar os investimentos».

Devido a este congelamento dos investimentos protagonizados pela ONI Way, operadora móvel do universo Electricidade de Portugal (EDP) [EDP], Carrapatoso questiona «se estará correcto dar interligação ao operador que está a congelar os investimentos».

A Vodafone Telecel está ainda a estudar se vai dar interligação à ONI Way, para que esta entre na telefonia móvel antes do UMTS, aguardando a posição do regulador.

Carrapatoso admite recorrer, caso a decisão for favorável à obrigatoriedade dos acordos de interligação.

Sobre o adiamento da introdução da tecnologia, Carrapatoso adiantou que «haverão projectos piloto» na data prevista do arranque, tendo anunciado que propôs ao regulador das telecomunicações que este imponha «uma cobertura mínima no arranque», visto que as metas prometidas no caderno de encargos do UMTS não poderão ser cumpridas pelos operadores móveis.

Para o presidente da Vodafone Telecel é necessário «pedir o adiamento daquelas obrigações» inscritas no caderno de encargos.

O mesmo responsável fez questão de destacar que o comportamento da empresa em Bolsa é o melhor do conjunto das empresas cotadas na Euronext Lisbon.

«Fomos a empresa que mais se valorizou desde a nossa entrada», disse Carrapatoso.

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