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Zuckerberg aceita revisão das regras fiscais e pagar mais impostos

"Entendo que exista uma frustração em relação à forma como as tecnológicas são taxadas na Europa", admite Mark Zuckerberg.

Stephen Lam/Reuters
Negócios jng@negocios.pt 14 de Fevereiro de 2020 às 11:59
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O fundador e CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, prepara-se para se mostrar de acordo com reformas fiscais, mesmo que signifiquem uma maior carga fiscal para a sua rede social em vários países.

"Entendo que exista uma frustração em relação à forma como as tecnológicas são taxadas na Europa. Nós também queremos reformas fiscais e estou satisfeito que a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) esteja a olhar para este assunto". Este é um excerto do discurso que Zuckerberg deverá enunciar na Conferência de Segurança de Munique, este sábado.

Na mesma ocasião, o CEO do Facebook vai concluir: "aceitamos que isso possa significar que temos de pagar mais impostos e pagá-los em diferentes lugares". Isto porque, para a rede social, o sucesso da OCDE neste processo significa um "sistema estável e de confiança".

Tecnológicas como a Amazon, o Facebook ou a Google têm beneficiado das leis atuais ao registarem os lucros em países com baixas taxas de imposto, como a Irlanda, independentemente da localização dos seus utilizadores.  

A OCDE pretende que seja alcançado um acordo global até ao final deste ano para estabelecer regras fiscais mínimas e a forma de taxar de forma justa as grandes multinacionais tecnológicas. A reformulação a nível global das regras fiscais poderá aumentar as receitas dos diversos Estados em 4% ao ano, o que equivale a 100 mil milhões de dólares (91,7 mil milhões de euros), diz a organização liderada por Angel Gurría.

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