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Índia bloqueia TikTok e outras aplicações chinesas por ameaça à segurança nacional

O ministro da Eletrónica e Tecnologia da Informação da Índia anunciou o bloqueio a 59 aplicações para telemóveis chinesas, incluindo o TikTok, numa altura em que a tensão entre ambos os países continua a subir de tom.

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Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 30 de Junho de 2020 às 13:14
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A Índia anunciou que vai bloquear 59 aplicações para smartphones com origem na China do seu território, incluindo a rede social TikTok que se tornou viral durante a quarentena numa medida que pretende garantir a segurança e soberania do ciberespaço indiano, de acordo com o governo. 

"De acordo com as informações disponíveis, estas aplicações estão envolvidas em atividades que são prejudiciais à soberania e integridade da Índia, defesa da Índia, segurança do Estado e ordem pública", diz o comunicado divulgado pelo governo local, adiantando que existiram "muitas reclamações" sobre as aplicações disponíveis nas plataformas iOS e Android, que foram acusadas de "roubar e transmitir clandestinamente os dados dos utilizadores de maneira não autorizada para servidores com localizações fora da Índia".

Entre as empresas banidas de atuar no seu território está a TikTok, detida pela chinesa ByteDance, que tem sido acusada de manter laços muito próximos com o Partido Comunista chinês. Muitas agências governamentais dos Estados Unidos já tinham banido a aplicação no início deste ano. 

Recentemente, a aplicação tornou-se uma das "apps" com mais downloads em todo o mundo e passou a atuar em 150 mercados globais, com a Índia a assumir-se como um dos principais países a usarem a aplicação, com cerca de 200 milhões utilizadores indianos. 

Para além do TikTok, foram banidas outras 58 aplicações, como a WeChat, a Weibo e a QQ, uma plataforma de mensagens idêntica ao WhatsApp, detida pela gigante Tencent. 

A relação entre ambos os países tem-se deteriorado desde o início deste mês, altura em que as tropas dos dois países se envolveram em confrontos, no vale de Galwan, oeste dos Himalaias, que resultaram na morte de 20 militares indianos. 
A China reivindica cerca de 90.000 quilómetros quadrados de território no nordeste da Índia. Por sua vez, a Índia diz que a China ocupa 38.000 quilómetros quadrados de território no planalto de Aksai Chin, na região dos Himalaias, uma parte contígua da região de Ladakh.

A Índia declarou unilateralmente Ladakh um território federal em agosto de 2019. A China foi dos poucos países a condenar fortemente a medida, referindo-a em fóruns internacionais, incluindo no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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