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Protesto de sábado criou réplicas. Darão frutos?

A manifestação de 12 de Março mobilizou os portugueses. Seguem-se debates e novos protestos. E a acção?

Protesto de sábado criou réplicas. Darão frutos?
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Março de 2011 às 14:37
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Milhares desceram a Avenida da Liberdade, milhares pisaram a Avenida dos Aliados, milhares estiveram por uma dezena de cidades portuguesas para mostrar o seu descontentamento. No centro dos milhares estava o pedido de emprego e de dignidade laboral. Mas, e depois da acção de protesto dos que estão "à rasca", o que se segue? Afinal, quais são as sementes lançadas?

Se muitos falam do 12 de Março como um renascimento do 25 de Abril de 1974, houve já quem decidisse que a data, este ano, também estará no espírito de sábado: "O 25 de Abril à rasca" não pretende ser um festival nem uma celebração mas, sim, a "revolução dos (es)Cravos!".

Apesar de já ter quase 9 mil "participantes" confirmados no Facebook, a iniciativa parece ainda muito embrionária. Os administradores, que o Negócios tentou contactar sem sucesso, ainda procuram pessoas que queiram ficar responsáveis.

Movimentos criados depois da manifestação

Fórum das Gerações - 12/3 e o Futuro - Os organizadores do protesto querem agora que as pessoas contribuam para o encontro de soluções para o País.

Manifestação Geração da Esperança - Movimento que se manifesta a 26 de Março quer "um novo paradigma político".

Resultados da Manifestação "Geração à Rasca" -O objectivo da página é chegar a uma "alteração governamental".

MANIFESTAÇÃO DE JOVENS TRABALHADORES - LISBOA - A Interjovem, da CGPT, já tinha proposto um protesto nas ruas para 1 de Abril, agora amplificado.
Outra organização tem já o "Fórum das Gerações - 12/3 e o Futuro". Tem mais de 16 mil "participantes" e quer receber as folhas A4 que deveriam ter sido carregadas no sábado e onde devem estar enunciadas as propostas de soluções de cada participante. Tornar Portugal numa "democracia mais participativa" é a meta, explica à Lusa uma organizadora, Paula Gil.

Mais soluções são pedidas noutras páginas. Se foi no Facebook que se deu o início dos protestos de sábado, é no mesmo Facebook que se tenta agora dar um rumo ao que foi reclamado. O "Resultados da Manifestação 'Geração à Rasca'" tem como principal objectivo chegar a "algum resultado prático de alteração governamental". Já a "Manifestação Geração de Esperança" não quer esperar. "Agora não podemos parar", dizem, propondo um "sobressalto cívico", como pediu Cavaco Silva no seu discurso de tomada de posse. Deverá acontecer em todo o País. Em Lisboa, o encontro irá acontecer na Avenida da Liberdade, com destino à Assembleia da República. Pelas 15 horas do dia 26 de Março, pretendem que cada um tenha voz - querem dar o microfone para que, em frente da casa da democracia, cada um partilhe o seu sonho.

Com partidos ou sem eles
Apesar de a organização do protesto de sábado ter sempre defendido a independência em termos políticos, a verdade é que vários partidos se fizeram representar de forma discreta - desde o PCP, ao BE, passando pela JSD.

E, agora, também algumas réplicas passam por protestos institucionais, neste caso, sindicalizados. Para o dia 1 de Abril, a Interjovem, da CGTP, marcou uma manifestação "de jovens trabalhadores", no Intendente. Ainda só há pouco mais de 300 respostas positivas à participação.

Mas no sábado também já se preparava a tradicional manifestação do "MayDay" de 1 de Maio, com a distribuição de "flyers" às pessoas que se encontravam pela avenida da Liberdade.

Há também uma página no Facebook onde se critica o questionário dos Censos 2011. Este recenseamento pretende "contabilizar os trabalhadores a recibos verdes como trabalhadores por conta de outrem", escreve a página com mais de 700 "participantes". A indicação dada no questionário do Instituto Nacional de Estatística é que quem trabalha a "recibos verdes", mas tem horário de trabalho, uma posição hierárquica na empresa e um local de trabalho fixo, deve assinalar que trabalha por conta de outrem. Quem está na página quer saber qual a melhor forma de denunciar a indicação.

O problema agora é que há muitos movimentos, tal como houve muitos destinos na manifestação de sábado (que terminou em diferentes pontos da capital). A questão que se coloca é a de saber qual será o desenvolvimento destas iniciativas. Será que as "sementes" do mega-protesto da geração à rasca darão frutos?
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