Telecomunicações 5G cruza a primeira fronteira com gamers e Vodafone "ao volante"

5G cruza a primeira fronteira com gamers e Vodafone "ao volante"

A tecnologia que vai permitir tornar as redes de carros autónomos, cirurgias à distância e chamadas holográficas uma realidade foi testada, pela primeira vez no mundo, na fronteira entre Portugal e Espanha. E provou as suas valências.
5G cruza a primeira fronteira com gamers e Vodafone "ao volante"
Ana Batalha Oliveira 22 de maio de 2019 às 17:45

O "Ronaldo" dos jogos online em Portugal está a postos. Instalado numa carrinha, Ricardo "Fox", que é o campeão ibérico de ESports no jogo CS:GO pela equipa da Vodafone Giants, prepara-se para iniciar um jogo diferente no tablet que tem à sua frente. Este não é só mais um jogo: durante um trajeto de nove minutos, o jogador vai atravessar a fronteira entre Portugal e Espanha e testar a capacidade da tecnologia 5G de não interromper a ligação – o que pode ser decisivo para o desfecho.

Esta experiência marca o primeiro teste a nível mundial da tecnologia 5G em roaming. O trajeto começou em Tui, Espanha, e chegou à Quinta do Prazo, em Valença, Portugal, e foi suportado por oito antenas, distribuídas igualmente pelos dois territórios. No caminho, a carrinha passou na ponte sobre o rio Minho que liga Espanha a Portugal e foi na curva que se segue imediatamente que existiram três transições de rede: primeiro da espanhola para a portuguesa, depois um recuo, e finalmente "decidiu-se" por Portugal. Entre estes saltos, nada se passou no ecrã do jogador: a disputa, que desta vez não era CS:GO mas sim de PlayerUnknown's Battlegrounds, não sofreu o mínimo distúrbio. O campeão nacional confirma: não há diferença. Conseguiu competir em igualdade de circunstâncias com aqueles que estavam, a partir de casa, com acesso a fibra ótica.

O objetivo de toda a experiência era testar a tecnologia "com os clientes mais exigentes", havia já explicado o responsável de tecnologia da Vodafone, João Nascimento, antes da viagem arrancar. O gamer português confessou já ter mudado de casa em busca de uma melhor ligação. Caso esta travessia tivesse sido feita com tecnologia 4G, a interrupção a que Ricardo "Fox" estaria sujeito seria de cerca de 7 segundos.

Chegados a Portugal, ainda houve tempo para mais um teste. Com um telemóvel que já suporta a rede de quinta geração, testou-se a velocidade da ligação. Esta foi cerca de seis vezes mais rápida do que seria de esperar com a rede 4G. 

Com este episódio, pretende-se fazer a ponte para as restantes potencialidades do 5G. "Em breve as redes móveis vão ter de suportar carros a falar uns com os outros, cirurgias à distância, chamadas holográficas. E isso tem um nome: 5G", explicou ainda João Nascimento.

O 5G é um novo sistema de telecomunicações móveis que tem três disrupções face às anteriores tecnologias: permite mais dispositivos ligados entre si; o tempo de resposta é muito menor (a chamada latência) e tem velocidades de transmissão muito mais rápidas – pode chegar a ser 10 vezes mais rápida que o 4G. Desta forma, prevê-se que o grande impacto seja ao nível empresarial, em indústrias como a automóvel – acelerando a era dos carros automatizados -, saúde, transportes e energia. O utilizador comum ainda não dispõe de dispositivos habilitados à captação da rede 5G, pois embora alguns já tenham sido apresentados, ainda não foram lançados.




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