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Accionista da Oi quer avançar com processos contra a Pharol e ex-gestores da PT

A Société Mondiale quer que a Oi convoque uma assembleia extraordinária para deliberar sobre eventuais acções judiciais contra a Pharol e ex-administradores da PT como Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Nuno Vasconcellos.

Bruno Simão
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 01 de Agosto de 2016 às 13:51
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A Oi informou esta segunda-feira, 1 de Agosto, o mercado que a Société Mondiale, accionista da operadora, quer convocar uma assembleia geral para debater a entrada de acções judiciais contra a Pharol e ex-administradores da PT.

Em comunicado emitido ao regulador brasileiro (CVM), a operadora, que se encontra sob administração judicial, explica que o accionista pediu para convocar uma extraordinária, no prazo de até 8 dias, para deliberar uma "acção judicial e demanda arbitral contra a Pharol, os principais accionistas da Pharol que tenham participado dos actos lesivos à Oi, e sua subsidiária integral, Bratel B.V. para reparação de todos os danos causados à companhia em razão dos ilícitos perpetrados pela Pharol quando da integralização das acções subscritas no âmbito da Oferta Pública de Ações encerrada em 06.05.2014 ("Oferta Pública")". Além disso, a acção também teria como base "a transferência de activos superavaliados e/ou insubsistentes nessa integralização de capital, bem como para, se necessário for, pleitear a anulação dos acordos".

Mas as intenções de processos da Société Mondiale não ficam por aqui. A accionista da Oi quer votar também uma acção contra "administradores e ex-administradores da Oi", entre os quais Zeinal Bava, Shakhaf Wine, Henrique Granadeiro, Nuno Vasconcellos, Rafael Mora, Luis Palha da Silva, Manuel Pisco de Castro, Pedro Moraes Leitão, FranciscoCary e Jorge Cardoso.

Em causa, segundo o comunicado emitido pela Oi, está "contribuição, comissiva ou omissiva, de cada um para a consumação dos danos causados à Oi, em razão da subscrição pela Pharol de acções emitidas no âmbito da Oferta Pública com activos insubsistentes, adoptando-se todas as medidas necessárias para o êxito da acção de responsabilidade, inclusive eventuais acções anulatórias de assembleias".

Na mira de acções da accionista da operadora também está o Banco Santander do Brasil, "por ter contribuído, material e decisivamente, por acção ou omissão, para os danos sofridos pela Oi quando da subscrição pela Pharol das acções emitidas no âmbito da Oferta Pública, mediante a elaboração de laudo de avaliação incondizente com a realidade económica dos activos conferidos ao capital da Companhia".

No mesmo comunicado, o conselho de administração da Oi adianta que está a avaliar o requerimento de convocação de assembleia.

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