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Bloco de Esquerda questiona Governo sobre venda da posição da PT pela Caixa

O Bloco de Esquerda requereu ao Governo a resposta a várias perguntas sobre a venda de uma posição da PT pela Caixa Geral de Depósitos. O Bloco quer saber se o Governo sabia desta venda.

Alexandra Machado amachado@negocios.pt 24 de Outubro de 2013 às 19:04
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Como avalia o Governo a opção de venda da Caixa da participação na PT; acha o Governo que esta venda contribui para o fortalecimento da economia nacional; foi o Governo consultado e foi acautelado o interesse estratégico do país. São estas as questões que o Bloco de Esquerda dirigiu ao Ministério das Finanças, tutela da Caixa Geral de Depósitos.

 

Num pedido, com as questões, assinado pelo deputado Pedro Filipe Soares, e que o Negócios teve acesso, o Bloco de Esquerda não tem dúvidas em considerar que "este negócio irá prejudicar o interesse público e é um grande favor aos privados que participaram na compra [Bloco diz que 'a venda está a ser efectuada a investidores qualificados. Ou seja, apenas o BES, a Ongoing, a Telemar (da Oi), a Visabeira, a Controlinveste e alguns bancos e fundos de investimento

internacionais podem comprar estas acções']". 

 

Por outro lado, "retira capacidade de acção do Estado num sector estratégico como é o das telecomunicações", já que "a participação da CGD na PT era a única voz do Estado na maior empresa de telecomunicações do país". E, com a venda, "vemos o poder diminuto do Estado no sector a desaparecer".

 

Além de que "priva a CGD de uma importante remuneração anual", já que a PT é das empresas que apresenta melhor remuneração accionista.

 

Além de ter sido feito, considera o Bloco, a preço de saldo. A Caixa vendeu a sua posição a 3,48 euros, abaixo do preço de fecho das acções na quarta-feira, 23 de Outubro. E abaixo do que a operadora valia há dois anos ou na altura da venda da Vivo e compra de uma posição na Oi. E o bloco de 6%, no argumento do Bloco, "não contabilizou um prémio pelo seu tamanho e direitos de voto que dará aos novos accionistas".

 

 

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