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CGD: Venda da posição na PT cumpre estratégia anunciada em 2011

Banco estatal diz que a operação de venda dos 6,11% na PT superou as expectativas e que só acontece depois do anúncio da fusão com a Oi, que “criará um grande operador de telecomunicações de língua portuguesa”.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Outubro de 2013 às 16:29
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A operação de venda dos 6,11% que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) detinha na Portugal Telecom gerou surpresa na operadora de telecomunicações portuguesa, mas o banco estatal realça que a operação estava já prevista na estratégia anunciada em 2011.

 

A venda desta posição, que gerou para o banco público um encaixe de 191 milhões de euros, insere-se na “estratégia que [a CGD] publicamente anunciara em 2011 e [que foi] reafirmada desde então, de se focar no seu negócio e de alienar todas as participações que detinha em empresas não financeiras”, refere fonte oficial.

 

Segundo noticiou o Negócios esta manhã, a administração e o núcleo duro accionista da Portugal Telecom foram apanhados de surpresa pela venda da participação da CGD na empresa.

 

"Entristece-me ver alguns indivíduos e instituições a desistir de Portugal", disse Henrique Granadeiro, CEO da PT, em declarações exclusivas ao Negócios. Em reacção, o administrador do banco, Nuno Fernandes Thomaz, respondeu que CGD “não desistiu do país”.

 

Para a Portugal Telecom esta venda é inoportuna, uma vez que está a ser negociada, neste momento, a fusão entre a empresa portuguesa e a Oi. A Caixa é accionista de referência da PT, pelo que a sua saída pode enfraquecer a posição portuguesa. Do outro lado da mesa de negociações está um conjunto de accionistas brasileiros, incluindo o BNDES, banco também público, mas do Brasil. Já os analistas também dizem que o negócio surgiu na pior altura para a PT.

 

“A saída da CGD da Portugal Telecom acontece só após o anúncio público da sua fusão com a OI e que, estamos certos, criará um grande operador de telecomunicações de língua portuguesa, continuando assim o seu caminho de criação de valor", refere fonte oficial do banco, em declarações escritas enviadas às redacções.

 

Operação ajuda a cumprir o memorando com a troika

 

Quando anunciou esta manhã ao mercado que iria lançar esta operação, a CGD justificou a decisão no âmbito da "estratégia de desinvestimento em activos não estratégicos”.

 

Agora, fonte oficial acrescenta que “com esta alienação, a CGD dá mais um passo no sentido de, igualmente, cumprir as obrigações que decorrem do Memorando de Entendimento celebrado entre o Estado Português e a Troika, bem como das exigências do seu Plano de Reestruturação”.

 

As acções da PT foram alienadas a 3,48 euros cada uma, um desconto de 2,88% face à cotação de fecho de ontem e perto do limite inferior do intervalo pré-definido. O banco entende que a operação “superou as nossas expectativas, tendo vendido uma participação relevante com um desconto significativamente menor do que a média do mercado”.

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