Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Correcções à OPA da Terra Peregrin permitiam subir o preço pelo menos até 1,5 euros

O conselho de administração da PT SGPS considera “duvidosa” a possibilidade de o regulador vir a conceder a derrogação do dever de lançamento de uma OPA subsequente.

Miguel Baltazar/Negócios
Ana Torres Pereira atp@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 01:23
  • Partilhar artigo
  • 6
  • ...

O conselho de administração da PT SGPS defende que rectificando as irregularidades que a oferta da Terra Peregrin apresenta, "o preço da oferta seria de aproximadamente 1,50 euros por cada acção da PT, corrigindo a participação da PT na Oi para 27,69% (em vez dos 22,8% previstos pela Terra Peregrin), mantendo os restantes pressupostos da oferta inalterados e tendo em conta o preço de mercado das acções ordinárias e preferenciais da Oi verificado em 5 de Dezembro de 2014".


No entanto, no seu relatório sobre a Oferta Pública de Aquisição da Terra Peregrin à PT SGPS, o conselho de administração liderado por João Melo Franco é de opinião que "a derrogação do dever de lançamento de oferta pública de aquisição subsequente não deverá ser concedida sem que a oferente aumente a sua contrapartida para um preço pelo menos igual ao da média ponderada da cotação das acções no Euronext Lisbon nos últimos seis meses (ou seja, de 1,83 euros)".

 

O conselho "considera duvidosa a possibilidade de a CMVM vir efectivamente a reconhecer a concessão da derrogação do dever de lançamento de oferta pública de aquisição subsequente".

 

Para o conselho, a contrapartida apresentada "não cumpre com o requisito de preço previsto no artigo 188.º do Código de Valores Mobiliários, que exige que a contrapartida proposta não seja inferior ao mais elevado de entre o maior preço pago pela oferente e o preço médio ponderado apurado em mercado regulamentado, no período de seis meses que antecedeu o anúncio preliminar".

 

A interpretação resulta da simples leitura do artigo 188º e que a empresa de Isabel dos Santos "desconsidera".

 

O Conselho de Administração considera que o preço oferecido de 1,35 euros não reflecte o valor intrínseco da PT, incluindo o resultante do potencial de desenvolvimento da Oi no médio e longo prazo decorrente do processo de consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações.

 

Em conclusão, o preço não só não reflecte "o valor da PT, porque entre outros aspectos tem por base uma participação da PT na Oi incorrecta, como não faz uma correcta avaliação dos activos que constituem a PT, nomeadamente em termos das perspectivas de valorização da Oi num processo de consolidação do mercado brasileiro e dos valores associados à opção de compra e aos instrumentos Rio Forte".

Ver comentários
Saber mais PT SGPS PT João Melo Franco Euronext Lisbon Isabel dos Santos Rio Forte
Outras Notícias