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CTT cortam dividendo para 38 cêntimos

Tendo em conta a evolução abaixo do esperado dos lucros operacionais, os CTT vão propor um dividendo de 38 cêntimos por acção para o ano de 2017.

Apesar da quebra dos resultados, os CTT vão manter o compromisso de distribuir 0,48 euros por acção, o equivalente a 9,16% da cotação dos títulos. A empresa liderada por Francisco de Lacerda lucrou 62,2 milhões de euros em 2016. Mas reservou um total de 72 milhões para remunerar os accionistas.
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 31 de Outubro de 2017 às 19:04
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Os CTT anunciaram que tencionam propor um dividendo relativo a 2017 a rondar os 38 cêntimos por acção, a ser pago em 2018. O que representa um corte de 20,8% face último dividendo pago este ano, de 48 cêntimos por acção.

A empresa justifica esta opção com a evolução do EBITDA abaixo do que era estimada. "A empresa espera agora atingir um EBITDA recorrente de cerca de 20% abaixo do 'guidance' inicial indicado para o ano de 2017. Tendo em conta esta evolução do EBITDA, o conselho de administração tenciona propor um dividendo relativo a 2017 de cerca de €0,38 por acção", lê-se no comunicado emitido à CMVM esta terça-feira, 31 de Oububro.

De Janeiro a Setembro, os CTT registaram um resultado líquido de 19,5 milhões de euros, o que representa uma queda de 57,6% face aos valores obtidos em igual período do ano passado.

O EBITDA também recuou 25% para 68 milhões de euros, uma performance explicada, a par com a do lucro, com "a perda das receitas da Altice, da queda acentuada nos dois últimos trimestres do tráfego de correio e dos gastos associados ao processo de ajustamento das redes ao crescimento acelerado do Banco CTT e do negócio de Expresso e Encomendas".

A aquisição da Transporta colocou pressão nos resultados dos CTT com impacto no EBITDA de cerca de 2 milhões de euros, dado o processo de restruturação e integração em curso.

Os gastos operacionais recorrentes totalizaram 449,8 milhões de euros, um aumento de 23,7 milhões de euros (+5,6%) face ao ano anterior, incluindo 5,3 milhões no Banco CTT e 6,4 milhões na Transporta.

No entanto, os CTT adiantam que "estão já a ser trabalhadas medidas de reajuste da capacidade instalada às reais necessidades operacionais que permitam uma redução relevante de gastos a serem apresentadas até ao final do ano".

 

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