Telecomunicações CTT prevêem normalidade de serviços no dia da greve

CTT prevêem normalidade de serviços no dia da greve

A empresa avançou com planos de contingência para assegurar a normalidade dos serviços na data em que está prevista uma greve convocada pelo único sindicato que não subscreveu ao acordo da actualização salarial.
CTT prevêem normalidade de serviços no dia da greve
Pedro Elias/Negócios
Sara Ribeiro 24 de março de 2016 às 11:41

Os CTT prevêem a normalidade dos seus serviços na próxima segunda-feira, 28 de Março, no âmbito da greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT).

"De modo a salvaguardar ao máximo o serviço aos seus clientes, e apesar de não se preverem condicionalismos significativos na actividade postal, os CTT desencadearam os habituais planos de contingência, nomeadamente a priorização de todo o correio prioritário e EMS, bem como o correio social (contendo vales de prestações sociais) no dia da greve, tendo igualmente organizado o circuito postal de modo a antecipar a entrega de alguma correspondência", explica a empresa liderada por Francisco Lacerda em comunicado enviado às redacções.

O SNTCT, sindicato afecto à CGTP, foi o único dos onze sindicatos que representam os trabalhadores dos CTT que não subscreveu o acordo dos aumentos salariais para 2016 por considerar que esta actualização é ilegal. Os aumentos vão variar entre os 0,7% e 1,3%, com um aumento mínimo garantido de 10 euros.

Num comunicado publicado no seu site na quarta-feira, o sindicato afecto à CGTP explicou que "depois de 6 anos sem aumentos na tabela salarial (excepção feita em 2015, porque era do interesse dos CTT rever o regulamento do IOS [Instituto de Obras Sociais]), o poder de compra dos trabalhadores sofreu uma diminuição significativa". "Ora", continua, "era suposto que os CTT tivessem esse facto em consideração nesta negociação, infelizmente assim não aconteceu", acrescentam.

Por isso, promete "continuar a mobilizar para a greve [no dia 28 de Março], que esperamos seja um êxito". E não exclui contestar a situação nos tribunais: "Vamos pedir a conciliação do processo negocial e avaliaremos a continuação da luta. Isto independentemente de outras acções de natureza jurídica para impedir eventuais aventureirismos da administração dos CTT", acrescentou.




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