Telecomunicações Divórcio na Phone House: Jorge compra os 50% de José

Divórcio na Phone House: Jorge compra os 50% de José

Os empresários que detinham a meias o grupo dono da retalhista de telecomunicações, que tem mais de 100 lojas em Portugal, decidiram separar-se, com José Manuel Capa Pereira a vender os seus 50% ao (ex-)sócio Jorge Martins.
Divórcio na Phone House: Jorge compra os 50% de José
Jorge Martins (à esquerda, na foto) e José Manuel Capa Pereira decidiram separar-se após cerca de 25 anos de união empresarial no grupo que agrega a Phone House Portugal.
Rui Neves 12 de novembro de 2019 às 17:55

Após cerca de 25 anos de união empresarial no grupo TLCI, que viria em 2015 a adquirir a rede de lojas da Phone House em Portugal ao grupo britânico Carphone Warehouse, José Manuel Capa Pereira e Jorge Martins decidiram separar-se.

 

O Negócios sabe que está em curso o processo de venda dos 50% de Pereira a Martins, que ficará com o controlo integral do capital do grupo que agrega, além da Phone House Portugal, as empresas TLCI, MMCI e Mobile World, as quais detêm contratos de agenciamento com a Meo, a Nos e a Vodafone, respetivamente.

 

Com sede em Braga, este grupo emprega aproximadamente mil pessoas e faturava, no passado recente, cerca de 100 milhões de euros.

 

A Phone House detém uma centena de lojas em Portugal, a que acresce seis lojas Samsung e uma da Huawei (situada no "shopping" Colombo"), com as quais tem contratos de distribuição para o território nacional.

 

A TLCI foi fundada em 1992, tendo o seu primeiro contrato de agência sido firmado com a Telecel, que viria mais tarde a ser adquirida pela Vodafone.

 

Em 2014, a Espírito Santo Capital e a ESAF (sociedades do universo BES) venderam a totalidade das suas participações nas empresas do grupo a Capa Pereira e a Jorge Martins, que passaram a deter o controlo paritário (50/50%) deste universo empresarial.

 

Até que, em julho de 2015, compraram a rede das então 130 lojas da Phone House em Portugal à britânica Carphouse Warehouse, que nos últimos anos tem vindo a desfazer-se do seu império de retalho de telecomunicações na Europa.

 

Foi em 1998 que a Phone House entrou no mercado português, com a abertura de seis lojas.




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