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Francisco Lacerda: IPO dos CTT foi o primeiro num país sob intervenção

CEO dos CTT fez um balanço da entrada em bolsa dos Correios portugueses. "Foi uma operação muito bem sucedida", afirmou, sublinhando que foi o primeiro IPO na bolsa de Lisboa em cinco anos.

Miguel Baltazar/Negócios
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 10 de Setembro de 2014 às 00:10
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Mesmo com Portugal sob resgate internacional, a entrada em bolsa dos CTT foi bem recebida pelos investidores nos mercados.

 

O balanço foi feito na terça-feira, 9 de Setembro, pelo presidente dos Correios durante a cerimónia que marcou o fim da operação de privatização dos CTT que teve lugar na bolsa de Lisboa.

 

"Há nove meses estávamos aqui por causa do IPO (entrada de uma empresa em bolsa) dos CTT. Foi uma operação muito bem sucedida e marcou um virar de página: Por não haver IPO há cinco anos, e por ser um IPO de uma empresa num país sob intervenção, até agora penso que foi o único", afirmou Francisco Lacerda durante a cerimónia.

 

Passados vários meses, e na "primeira oportunidade", os CTT voltaram a encontrar mercado e colocaram os mais de 30% que ainda estavam nas mãos do Estado nas mãos dos investidores.

 

"Na primeira oportunidade encontrou-se mercado e vendeu-se. E isto quer dizer no mínimo duas coisas: primeiro, a vontade de concretizar rápido da parte de quem queria vender. E segundo, a existência de mercado e a vontade de comprar", sublinhou.

 

A operação teve sucesso nos mercados, apesar dos dias conturbados que a bolsa de Lisboa sofreu durante o Verão, com o colapso do Grupo Espírito Santo (GES) e o resgate do BES.

 

"Quando não eram precisos grandes esclarecimentos ao mercado porque os investidores estavam bem esclarecidos e sabiam bem o que eram os CTT, tinham opiniões formadas e bem claras, mesmo neste ambiente de algumas interrogações que existiram em Julho e Agosto. É uma confirmação de que podemos estar orgulhosos", declarou Francisco Lacerda.

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