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Henrique Granadeiro defende fim da fusão entre PT e Oi

O ex-presidente da empresa muda de opinião e defende a anulação do negócio com o argumento de que a participação com que a PT SGPS fica é inferior à que tinha sido aprovada, escreve esta quinta-feira o Diário Económico.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios negocios@negocios.pt 15 de Janeiro de 2015 às 10:21
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Henrique Granadeiro é a nova (e mais surpreendente) voz que se junta a um coro cada vez mais numeroso de notáveis que defende a anulação do negócio entre a PT e a brasileira Oi. Uma fusão cujos termos o próprio Granadeiro renegociou – e que foi aprovada pelos accionistas em Setembro – depois do "default" de 900 milhões de euros da Rioforte.

 

Numa carta enviada ao presidente da mesa da assembleia-geral de accionistas da PT SGPS, Menezes Cordeiro, e ao presidente da Comissão de Mercados de Valores Mobiliários, Carlos Tavares – ambos questionam também o negócio –, o ex-presidente da sociedade escreve que "é legítimo à PT SGPS denunciar o acordo de fusão".

 

Na missiva citada pelo Diário Económico, o gestor acusa a empresa de

Mudei de opinião porque a Oi mudou de projeto: da criação de uma multinacional de língua portuguesa passou para uma operação doméstica no Brasil, sacrificando a PT Portugal.
 
Henrique Granadeiro em declarações ao Expresso

telecomunicações brasileira, Zeinal Bava e Pacheco de Melo de saberem das aplicações milionárias na Rioforte, pois esses títulos estavam no balanço da Oi. "Sendo inquestionável que a Oi decidiu tais aplicações através da sua filial PT Portugal, é legítimo à PT SGPS denunciar o acordo de fusão".

 

Isto porque, detalhou Granadeiro, "no caso de virem a ser aprovados pela CVM do Brasil [regulador do mercado brasileiro] os acordos definitivos (...), a participação da PT SGPS ficará muito aquém do limite mínimo de participação (36,6%) estabelecido na assembleia-geral que aprovou o aumento de capital".

 

A carta de Henrique Granadeiro, que renunciou aos cargos na PT SGPS em Agosto, está datada de 13 de Janeiro, ou seja, um dia após a suspensão da assembleia-geral que deveria ter votado a venda da PT Portugal à Altice, que deverá ser retomada a 22 de Janeiro.

 

Em declarações ao semanário Expresso, Granadeiro reconhece que "mudou de opinião porque a Oi mudou de projeto: da criação de uma multinacional de língua portuguesa passou para uma operação doméstica no Brasil, sacrificando a PT Portugal".

 

A suspensão de dez dias da reunião, aprovada pelos accionistas, voltou a colocar em cima da mesa a possibilidade da introdução de novos pontos para votação, designadamente a possibilidade da reversão da combinação de negócios entre a PT SGPS e a Oi, tendo em conta as novas informações tornadas públicas, nomeadamente o relatório da PwC sobre o investimento da PT na Rioforte.

 

À saída da assembleia-geral, o presidente da PT SGPS, João de Mello Franco, argumentou sobre a dificuldade de aprovação deste cenário. "A PT SGPS entrou no aumento de capital da Oi. Eu não queria dar muitas explicações, porque pode parecer que estou a orientar, mas no aumento de capital da Oi entrou parte em espécie, parte em dinheiro, e para [haver] reversão do negócio [entre a PT e a Oi] estaríamos a falar da reversão do aumento de capital que já está registado. Isso seria um processo que teria imensas dificuldades", apontou.

 

(Notícia actualizada às 14h21 com declarações de Henrique Granadeiro ao Expresso)

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