Telecomunicações Huawei conseguirá sobreviver a “ainda mais ataques dos EUA”, garante fundador

Huawei conseguirá sobreviver a “ainda mais ataques dos EUA”, garante fundador

Em Davos, o fundador da Huawei disse que a empresa está agora mais bem preparada para os ataques dos Estados Unidos, que se deverão intensificar este ano. A sua liderança no 5G foi contestada pelo CEO da Ericsson, que garante que "ninguém está à nossa frente".
Huawei conseguirá sobreviver a “ainda mais ataques dos EUA”, garante fundador
Reuters
Rita Faria 21 de janeiro de 2020 às 14:34

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, assegurou esta terça-feira, 21 de janeiro, que a empresa está preparada para suportar ainda mais ataques dos Estados Unidos, que deverão ter um impacto mínimo na sua atividade.

"Este ano os Estados Unidos poderão escalar ainda mais a sua campanha contra a Huawei, mas considero que o impacto no negócio da empresa não será muito significativo", afirmou o responsável, no Fórum Económico Mundial, em Davos.

A Huawei tem sido um dos alvos preferenciais da administração Trump que, no ano passado, colocou a gigante chinesa das telecomunicações na sua lista negra, devido às suas ligações ao governo chinês e à possibilidade de os seus equipamentos poderem ser utilizados para espionagem.

Em Davos, o fundador da Huawei explicou que a entrada na lista negra dos Estados Unidos – que lhe cortou o acesso à tecnologia norte-americana – obrigou a empresa a trabalhar num plano B, que a tornou mais forte e independente.

"Ganhámos experiência no ano passado e temos uma equipa mais forte, pelo que estamos mais confiantes de que conseguimos sobreviver a ainda mais ataques [dos EUA]", adiantou Ren, acrescentando que a tecnológica gastou "centenas de milhares de milhões" a preparar o seu plano B.

A Huawei tem investido no desenvolvimento da sua própria tecnologia, incluindo chips e software. No ano passado, a empresa lançou mesmo o seu próprio sistema operativo, chamado HarmonyOS, ainda que não o tenha colocado em nenhum dos seus smartphones.

"Se tivéssemos esse sentimento de segurança em relação aos EUA, não tínhamos necessidade de elaborar esses planos de backup. Mas como não temos, gastámos centenas de milhares de milhões para elaborar o nosso próprio plano B. Foi por isso que resistimos à primeira ronda de ataques", disse Ren.

CEO da Ericsson diz que "ninguém está à nossa frente" no 5G

A batalha pelo domínio do 5G ficou patente no fórum de Davos, com o CEO da Ericsson a assegurar que ninguém está à frente da sua empresa no que respeita à quinta geração das comunicações.

"É um pouco difícil dizer que estamos atrás, quando não vejo ninguém à nossa frente" afirmou o CEO da empresa sueca, em entrevista à CNBC, em Davos, quando confrontado com as alegações de que a Huawei lidera o desenvolvimento do 5G.

Borje Ekholm acrescentou que as tensões geopolíticas que cercam a Huawei "estão a criar incerteza no mercado" mas a "ideia de que nos estamos a aproveitar é falsa".

Washington tem encabeçado uma campanha contra a maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, fazendo pressão junto dos aliados, entre os quais Reino Unido e Alemanha, para que fechem as suas redes 5G à tecnológica chinesa.




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