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Miguel Almeida: “Portugal já tem ofertas low cost, e em executiva”

O CEO da Nos defende que os preços dos serviços de telecomunicações em Portugal são dos mais baixos da Europa. E alerta que caso haja mudanças nas regras da fidelização dos contratos, o ónus vai recair nos clientes.

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Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 01 de Março de 2016 às 14:30
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Para Miguel Almeida, presidente executivo da Nos, os serviços de telecomunicações oferecidos no mercado português são os mais completos e os mais baratos da Europa. Por isso, considera que a proposta da Anacom para os operadores lançarem ofertas "low cost", "é uma falsa questão demagógica".

 

"Defendo ofertas 'low cost'. É isso que o mercado português tem hoje em dia", defendeu Miguel Almeida esta terça-feira, 1 de Março, durante a apresentação dos resultados relativos a 2015.

 

"Portugal tem os preços mais baixos da Europa. Estamos a falar de 'low cost' em executiva, se quisermos comparar com a aviação", acrescentou.

 

No início do mês, Fátima Barros, presidente da Anacom, adiantou que o regulador tinha sugerido às operadoras apostarem em pacotes de serviços com menos canais de televisão e com acesso à internet mais limitado, mas a um preço inferior.

 

Quanto ao tema da fidelização contratual, que está em debate no Parlamento, Miguel Almeida não acredita "que venha a existir uma intervenção radical sobre esta matéria". "Acredito que possa haver alguns procedimentos dos operadores que venham a ser regulamentados", sustentou.

 

Actualmente estão a ser debatidas novas medidas regulatórias para a redução do actual período de dois anos de fidelização bem como para a redução das indemnizações caso os clientes queiram terminar o contrato antes do período estabelecido contratualmente.

 

Novas regras que, caso avancem, Miguel Almeida acredita que irão ter consequências para os consumidores. O presidente executivo da Nos lembrou que as operadoras têm de investir na expansão das infra-estruturas, mas também "na própria ligação à casa do cliente". "No caso da Nos", continua, "esse investimento não é suportado pelo clientes".

 

No entanto, frisa que o "investimento que fazemos, cliente a cliente, não é recuperado no período do contrato vigente. Eliminar essas garantias mínimas significa passar o ónus para os clientes", alertou.

 

"A verificar-se esta situação, é de facto um recuo na dinâmica do mercado. Nessa medida, do ponto de vista social, parece-nos errada. Do ponto de vista económico não estamos preocupados, mas do ponto de vista social prejudica os consumidores", sustentou.

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