Telecomunicações Nos soma mais de 3% após acordo no futebol com Vodafone

Nos soma mais de 3% após acordo no futebol com Vodafone

Os analistas consideram que o memorando de entendimento entre a Nos e a Vodafone para a partilha de conteúdos e custos com eventos desportivos coloca a pressão na Altice. As acções da Nos estão a reagir em alta.
Nos soma mais de 3% após acordo no futebol com Vodafone
Diogo Cavaleiro 18 de maio de 2016 às 14:15

A Nos está a ganhar terreno na Bolsa de Lisboa, mais do que compensando a queda do dia anterior. A subida ocorre depois de anunciado o princípio de acordo para a partilha de conteúdos desportivos com a Vodafone, que liberta custos à empresa liderada por Miguel Almeida (na foto, ao lado de Mário Vaz). 

 

As acções da operadora seguem a ganhar 3,11% para negociar nos 6,371 euros, numa sessão em que começou a negociar em baixa para logo disparar. A empresa já esteve a somar até perto de 4% contrariando o comportamento pouco definido da bolsa de Lisboa, onde só o BPI (que sobe também 4% após o relatório da administração à oferta pública de aquisição lançada pelo CaixaBank) também regista ganhos expressivos. O PSI-20 cede 0,14%. 

 

O movimento de subida da Nos, que está a cobrir a perda de 2,85% de terça-feira, não é acompanhado por um forte volume. Até às 14:00, a duas horas e meia do fecho da praça nacional, foram negociadas pouco mais de 260 mil acções quando a média, por sessão, é de 614 mil títulos a trocarem de mãos. 

 

O valor da operadora soma terreno depois de divulgado o memorando de entendimento com a Vodafone, em que assumem a vontade de partilhar os conteúdos exclusivos de eventos desportivos e ainda a comparticipação dos encargos "actuais e futuros" associados a esses conteúdos.

 

A casa de investimento Haitong considera que o facto é "positivo" para a Nos que conseguirá transferir uma parte do custo, ainda que o principal aspecto realçado pelos analistas seja a "importante mensagem" que o entendimento envia para a Altice, dona do Meo. A mesma leitura foi feita pelo BPI Equity Research, já que "reduz os motivos para uma intervenção regulatória e isola a PT Portugal". 




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