Telecomunicações Observador: Pharol pede indemnização de mil milhões na acção contra ex-administrador da PT

Observador: Pharol pede indemnização de mil milhões na acção contra ex-administrador da PT

A acção que entrou dia 2 de Outubro no tribunal de Lisboa contra os ex-administradores da PT SGPS (agora designada Pharol) implica um pedido de indemnização que pode superar mil milhões, noticia o Observador.
Observador: Pharol pede indemnização de mil milhões na acção contra ex-administrador da PT
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 06 de outubro de 2015 às 18:28
As palavras, segundo conta o Observador, não são meigas. Henrique Granadeiro, ex-chairman e ex-presidente executivo da PT SGPS, Luís Pacheco de Melo, ex-administrador financeiro, e Amílcar Morais Pires, ex-administrador não executivo da PT e ex-administrador do BES, foram processados pela Pharol, conforme noticiou o Negócios

Na acção, que entrou dia 2 de Outubro no tribunal em Lisboa, os três ex-administradores não são poupados. Conforme conta o Observador, "houve uma violação grosseira de um conjunto de regras legais, contratuais e de actuação conforme aos bons costumes de um normal e diligente Bom Chefe de Família". Esta é apenas uma das frases de acusação que sustentam a acção assinada pela Pharol, e cujos advogados são André Luiz Gomes, Gonçalo Madeira e Miguel Esperança Pina, da Cuatrecasas.

Mas dizem mais. Acusam os gestores de "uma total e incompreensível falta de profissionalismo (...) gritante. Outras razões explicarão este 'investimento' altamente lesivo". "Investimento totalmente desenquadrado do objecto social da PT". "Imprudência intolerável, elementar e repreensível a todos os níveis". Para a Pharol os ex-gestores terão, alegadamente, praticado actos de má gestão com "dolo ou negligência grave". 

E, por isso, a Pharol pede uma indemnização que pode ser superior a mil milhões de euros, segundo o Observador, explicando que esse valor comporta juros de mora e se a PT não conseguir recuperar parte das perdas no processo de insolvência da Rioforte. Até agora a Pharol contabiliza uma previsão de recebimento de 15% dos 897 milhões de euros que ficaram por pagar.

As provas recolhidas são em boa parte sustentadas no relatório de auditoria da PricewaterhouseCoopers, que o Negócios revelou em Janeiro. Para a Pharol, o investimento na Rioforte, feito em Fevereiro e renovado em Abril, foi acordado entre Ricardo Salgado e os acusados (Granadeiro, Pacheco de Melo e Morais Pires). E acrescenta-se que quando foi feito já a Rioforte estava "numa situação de falência técnica". A Pharol acusa os gestores de não terem feito uma análise de risco e com base em informação desactualizada. Tal como o Negócios noticiou, a PricewaterhouseCoopers concluiu que a PT subscrevia dívida do GES sem conhecer dados financeiros, além de que as emissões do GES eram feitas à medida da PT.

Também se argumenta que os gestores concentraram as aplicações de curto prazo no GES, violando as regras da empresa.

Continuam a socorrer-se da Price para dizerem que a PT se endividou para cumprir os seus próprios compromissos porque tinha dinheiro na Rioforte. 

A acusação a Amílcar Morais Pires é a de que agiu em conflito de interesses e, por isso, acusam-no de "total inacção" quando já sabia da situação financeira da Rioforte. 

Henrique Granadeiro, Pacheco de Melo e Morais Pires têm agora 30 dias para contestarem as acusações da Pharol, indicarem provas e testemunhas. 










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