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Oi acusa Granadeiro de mentir e devolve acusação de autoria de investimento na Rioforte

A Oi escreveu à CMVM e ao presidente da mesa da assembleia-geral acusando Henrique Granadeiro de mentir na missiva que o ex-presidente da PT enviou às duas entidades. Como o Negócios avançou, a Oi vai processar Granadeiro.

Reuters
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 20 de Janeiro de 2015 às 19:13
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A Oi devolve as acusações a Henrique Granadeiro da responsabilidade pela subscrição do papel comercial da Rioforte.

 

Numa carta, a que o Negócios teve acesso, enviada pela Oi à CMVM e a António Menezes Cordeiro, presidente da mesa da assembleia-geral, a empresa brasileira acusa Granadeiro de mentir. "O senhor Dr. Henrique Granadeiro trouxe ao conhecimento da CMVM e do exmo. presidente da assembleia informação falsa, falsidade essa que não podia ignorar em virtude da sua condição de presidente da comissão executiva e do conselho de administração da PT SGPS e participante confesso do episódio da Rioforte", lê-se na carta da Oi.

 

Henrique Granadeiro havia escrito à CMVM e a Menezes Cordeiro apoiando o fim do negócio com a Oi, dizendo que a empresa brasileira sabia da subscrição do papel comercial da Rioforte, na pessoa de Zeinal Bava. Granadeiro argumentava que a subscrição foi feita pela PT Portugal, numa altura em que já tinha a gestão de tesouraria. Segundo Granadeiro, a PT SGPS, à qual presidia, já não teria tido responsabilidade na renovação de Abril.

 

Ora a Oi, conforme o Negócios já tinha avançado, tem uma leitura bem diferente. A Oi alega que a centralização dessa gestão só se deu a 5 de Maio, quando foi feito o aumento de capital e transferida a PT Portugal para a Oi.

 

"O que aconteceu foi que 697 milhões de euros foram subscritos pela PT International Finance BV, sociedade que era detida, à época, 100% directamente pela PT SGPS, em 10,20 e 21 de Fevereiro de 2014 e renovados em 15 e 17 de Abril de 2014. E os restantes 200 milhões de euros foram subscritos pela PT SGPS em 13 de Fevereiro de 2014 e renovados em 15 de Abril de 2014". A Oi acrescenta que os efeitos na revogação da gestão centralizada não alcançaram a PT Finance que só integrou a PT Portugal a 5 de Maio. Na carta, a Oi integra o contrato de compra e venda de acções da PT Finance pela PT Portugal. 

 

Quanto à alegação de que Granadeiro confessou a sua responsabilidade, a Oi remete para o comunicado emitido pela PT a 30 de Junho, onde é feito o primeiro esclarecimento sobre as aplicações de tesouraria e que foi assinado por Granadeiro e Pacheco de Melo. 

 

A Oi confirma a informação já avançada pelo Negócios de que irá processar Henrique Granadeiro.

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