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Oi acusa Pharol de divulgação de pedido de indemnização "leviana, temerária e oportunista"

A Oi diz que ainda não foi citada do processo judicial com um pedido de indemnização por parte da Pharol de dois mil milhões de euros.

Reuters
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 09 de Novembro de 2018 às 10:42
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Reagindo à divulgação do comunicado da Pharol de que tinha interposto uma acção judicial com um pedido de indemnização de cerca de 2 mil milhões de euros à Oi, a operadora brasileira não se alonga nos comentários, dizendo não comentar discussões judiciais.

Mas ao mesmo tempo diz considerar "leviana, temerária e oportunista a divulgação prematura que foi realizada", esclarecendo que não teve, ainda, conhecimento da acção judicial e não foi ainda citada pela justiça portuguesa do caso.

"A Oi não tem conhecimento da acção judicial em questão, não tendo recebido citação pela justiça Portuguesa. A Oi não comenta discussões judiciais e considera leviana, temerária e oportunista a divulgação prematura que foi realizada". Esta é a frase enviada às redacções pela Oi, em reacção ao processo comunicado quinta-feira, 8 de Novembro, pela Pharol. 

A Pharol comunicou que tinha avançado com uma acção contra a Oi, pedindo uma indemnização de 2 mil milhões de euros, anunciou a empresa em comunicado. Segundo a Pharol, deu entrada no tribunal em Lisboa a acção principal "visando a condenação da Oi no pagamento à Pharol de uma indemnização em dinheiro no valor total de 2.017.108.646,58 euros (dois mil e dezassete milhões, cento e oito mil, seiscentos e quarenta e seis euros e cinquenta e oito cêntimos), incluindo juros de mora vencidos e vincendos", diz em comunicado.

Esta acção principal segue-se a um pedido de arresto de bens da Oi que a Pharol já tinha feito, e que o tribunal não deu provimento. 

Para a Pharol, "o comportamento da Oi na prestação de informações, ao longo da relação com a Pharol, anteriormente Portugal Telecom, nomeadamente, aquando das assembleias-gerais que tiveram lugar em Lisboa em 8 de Setembro de 2014 e 12 e 22 de Janeiro de 2015, onde foi decidida a alienação da PT Portugal à Altice, lesou gravemente os direitos e interesses da Pharol e dos seus milhares de accionistas".
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