Telecomunicações Oi aumenta prejuízos em 21,4% para 1,3 mil milhões de euros

Oi aumenta prejuízos em 21,4% para 1,3 mil milhões de euros

A Oi fechou 2015 com prejuízo de 5,3 mil milhões de reais, mais 21,4% face a 2014. A operadora explica os resultados com imparidades, nomeadamente nos activos de África, onde está incluída a Unitel.
Oi aumenta prejuízos em 21,4% para 1,3 mil milhões de euros
Bloomberg
Sara Ribeiro 24 de março de 2016 às 12:50

A operadora brasileira registou um prejuízo de 5,3 mil milhões de reais (1,3 mil milhões de euros) em 2015, um número que compara com os 4,4 mil milhões de reias (cerca de mil milhões de euros) registados no ano anterior e traduz uma subida de 21,4%.

De acordo com o comunicado publicado esta quinta-feira no seu site, só no quarto trimestre de 2015 a Oi alcançou um resultado líquido negativo de 4,5 mil milhões de reais (1,1 mil milhões de euros).

A operadora justifica este resultado com três ajustes contabilísticos, no montante de 3,1 mil milhões de reais (766 milhões de euros), "todos ligados a imparidades de activos registados no balanço", sem impacto no "cash flow".

O primeiro está relacionado com uma perda de 89 milhões de reais (22 milhões de euros) "sobre o valor justo da participação da Oi nos investimentos controlados na África, que impactou a linha de lucro operacional".

A este ajuste soma-se "uma perda de 1.582 milhões de reais (391 milhões de euros) sobre o valor justo da participação da Oi nos investimentos não controlados em África, incluindo aqui a Unitel" e, por fim, "provisões para perdas de IR Diferido [impostos diferidos], no montante de 1.392 milhões de reais (344 milhões de euros), para as empresas que não apresentaram expectativa de geração de lucros tributáveis futuros suficientes para compensar os créditos tributários".

O prejuízo líquido pro-forma das operações, excluindo os efeitos destes ajustes contabilísticos, teria sido na ordem de 1,5 mil milhões de reais (370 milhões de euros) no quarto trimestre e de 3,4 mil milhões de reais (340 milhões de euros) no ano completo de 2015", detalha a operadora. Números que são explicados "basicamente pelas despesas financeiras, cuja variação em relação ao mesmo período do ano anterior resulta da deterioração das condições dos mercados financeiros no Brasil, com impacto significativo no aumento das taxas de juros", acrescenta.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) situou-se em 7,7 mil milhões de reais (1,9 mil milhões de euros) em 2015, um recuo de 24,8% face ao ano anterior. A margem EBITDA também encolheu 7,8 pontos percentuais para 28,5%.

Já as receitas líquidas totalizaram 27,3 mil milhões de reais (6,7 mil milhões de euros), uma diminuição de 4,2% face aos 28,5 mil milhões alcançados durante 2014 (7 mil milhões de euros).

A dívida líquida da operadora, uma das principais dores de cabeça da operadora, subiu 24,8% para 38,1 mil milhões de reais (9,4 mil milhões de euros).

Nas últimas semanas a Oi, que tem a Pharol como maior accionista com 27,5% do capital, tem estudado opções para diminuir o seu forte endividamento. Aliás, como foi noticiado, os accionistas portugueses estão em conversações com fundos norte-americanos, entre outros, para avaliar um possível reforço de capital na operadora na sequência do fim das negociações exclusivas com o russo LetterOne depois da TIM ter anunciado que não estava interessada em avançar com uma combinação de negócios.

O Capex (investimento) também diminuiu 21,1% para 4,1 mil milhões de reais 8cerca de mil milhões de euros).


Os títulos da portuguesa Pharol - que é a maior accionista com 27,5% do capital - recuam 3,55% em Lisboa para 13,6 cêntimos.




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