Telecomunicações Oi ganha tempo no pedido de assembleia para processar gestores da ex-PT

Oi ganha tempo no pedido de assembleia para processar gestores da ex-PT

A administração da Oi esteve reunida e decidiu não dar, para já, seguimento ao pedido para se convocar a assembleia-geral, feito por um accionista, para avançar com acções contra Pharol e ex-gestores da PT.
Oi ganha tempo no pedido de assembleia para processar gestores da ex-PT
Reuters
Alexandra Machado 04 de agosto de 2016 às 10:16
A administração da Oi diz ter dúvidas em alguns casos e quer pareceres jurídicos noutros sobre a ordem de trabalhos que um dos accionista da empresa, com mais de 6%, pretendia levar a assembleia-geral.

O fundo de investimento Société Mondiale, representado pela gestora Bridge Administradora de Recursos, que tem 6,32% da operadora brasileira, avançou com um pedido à Oi para que fosse convocada uma assembleia geral extraordinária que decidisse uma acção contra a Pharol, contra os accionistas da Pharol, contra os ex-gestores da PT e alguns dos gestores da Pharol - Zeinal Bava, Shakhaf Wine, Henrique Granadeiro, Nuno Vasconcellos, Rafael Mora, Luís Palha da Silva, João Castro, Pedro Moraes Leitão, Francisco Cary e Jorge Cardoso – e contra o Santander Brasil que foi o avaliador dos activos da PT no âmbito da integração da empresa portuguesa na Oi.

O pedido deste accionista tinha sido feito e a administração da Oi reuniu esta quarta-feira para decidir sobre o pedido. Mas passou a bola.

Por um lado, diz ter dúvidas sobre a competência da assembleia-geral para deliberar determinadas matérias requeridas.

E, quanto à acção contra administradores, diz que a mesma implicaria alteração do conselho de administração, o que, a seu ver, é algo que compete ao juiz que está com o processo de recuperação judicial da companhia. Essa, aliás, já tinha sido a resposta dada a um pedido de assembleia geral anterior, feito pelo mesmo accionista, no qual pretendia que os accionistas se reunissem para destituir os administradores ligados a Portugal. Em ambos os casos, a administração da Oi considera que é "objecto de consulta ao Juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, onde tramita a recuperação judicial da Companhia". Ou seja, a Oi considera que deve ser ouvido o juiz que está com o processo.

Finalmente, em relação a outras propostas para a ordem de trabalhos de uma eventual assembleia-geral, a administração da Oi autorizou os seus membros "a solicitar um parecer legal a jurista de reconhecida competência", para "avaliar a legalidade de tais matérias e deliberar oportunamente sobre a convocação".

Este accionista também pedia que a assembleia-geral decidisse pela anulação da reunião extraordinária realizada pela Oi em Março de 2015, na qual os termos da permuta de acções foram aprovados. 

Tinha também sido este accionista a pedir a destituição dos gestores ligados à Pharol, empresa que detém quase 23% da Oi, e que acabou por alertar para os investidores activistas e oportunistas que estavam a entrar na operadora brasileira.

A Bridge Trust iniciou operações em Maio de 2014 como gestora de fundos. Na altura tinha 900 milhões de reais de recursos para gerir, valor que chegou aos 2,5 mil milhões de reais em Fevereiro de 2015. O presidente é Zeca Oliveira que foi o principal gestor da BNY Mellon no Brasil entre 1998 e o final de 2013, tendo sido demitido dessa instituição e, posteriormente, criado a gestora de fundos. A Bridge tem 6,32% da Oi. 



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