Telecomunicações Globo: Oi no radar de fundos americanos

Globo: Oi no radar de fundos americanos

Os fundos americanos Cerberus e Elliot estarão em conversações com os accionistas da Pharol para a venda de uma posição na Oi ou um eventual aumento de capital, segundo o jornal Globo.
Globo: Oi no radar de fundos americanos
Reuters
Sara Ribeiro 16 de março de 2016 às 11:15

A operadora brasileira Oi estará no radar dos fundos americanos Cerberus e Elliot. De acordo com o jornal brasileiro Globo, os accionistas da Pharol têm mantido conversações com os fundos para uma eventual entrada no capital da Oi ou injecção de capital.

A Pharol não comenta a informação. Mas de acordo com informações recolhidas pelo Negócios, os accionistas portugueses têm tido algumas conversas informais com o Cerberus e o Elliot, bem como com outros fundos, embora até ao momento não tenha havido nenhuma proposta formal.

A eventual participação de um destes fundos no futuro da Oi ainda está a ser estudado, podendo passar pela entrada directa no capital da operadora brasileira através da venda da participação - ou de pelo menos parte - dos accionistas portugueses ou através de um aumento de capital.

O interesse destes fundos acontece depois do fundo LetterOne, do milionário russo Mikhail Fridman, ter retirado a sua proposta de negociações exclusivas com a Oi no seguimento da TIM ter anunciado que não estava interessada na fusão com a operadora brasileira.

Como o acordo de exclusividade com o fundo russo já terminou, a Oi está agora à procura de novas soluções para reduzir o seu actual forte endividamento de cerca de 37,2 mil milhões de reais (8,9 mil milhões de euros).

O fundo Cerberus, conhecido por investir em empresas com dificuldades financeiras, uma estratégia utilizada pelos chamados "fundos abutres", como recorda o Globo, gere mais de 29 mil milhões de dólares a nível global. Já o fundo Elliot ficou conhecido pela disputa judicial dos títulos de dívida da Argentina.

Segundo o Globo, que cita fontes anónimas, a entrada do fundo Cerberus desperta mais interesse, pois evitaria avançar com uma reestruturação da dívida.

No entanto, segundo a mesma fonte, a hipótese de avançar com os dois fundos em simultâneo também não estará excluída.

Qualquer decisão terá de ser aprovada pelo conselho de administração da Oi.

Além da Oi (10%), a estrutura accionista da Pharol é constituída pelo Novo Banco (12,6%), BCP (6,16%), Norges Bank (4,96%) e pela Visabeira (2,64%)




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