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Claro, Vivo e Tim desembolsaram 5,8 mil milhões de reais no leilão 4G

De fora do leilão ficou a operadora Oi - participada da Portugal Telecom com 25,6% do seu capital. A companhia liderada por Zeinal Bava surpreendeu o mercado ao anunciar no dia 23 de Setembro que iria ficar de fora da alta velocidade.

Bloomberg
André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 30 de Setembro de 2014 às 17:45
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As três maiores operadoras móveis brasileiras compraram o direito de acesso à alta velocidade 4G. A Claro, Tim e Telefónica arremataram esta tecnologia no leilão realizado esta terça-feira, 30 de Setembro, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

 

O Governo de Dilma Rousseff encaixou 5,85 mil milhões de reais (1,89 mil milhões de euros). Contudo, este valor fica abaixo dos 7,7 mil milhões de reais (2,48 mil milhões de euros) previstos por Brasília. Isto aconteceu porque dois dos seis lotes no leilão não tiveram interessados.

 

De fora do leilão ficou a operadora Oi - participada da Portugal Telecom com 25,6% do seu capital. A companhia liderada por Zeinal Bava surpreendeu o mercado ao anunciar no dia 23 de Setembro que iria ficar de fora da alta velocidade.

 

A operadora Claro - detida pela mexicana America Movil de Carlos Slim - foi a que apresentou a maior oferta no valor de 1,947 mil milhões de reais, mais 1% face ao minímo exigido por Brasília (1,927 mil milhões).

 

A segunda maior proposta foi apresentada pela Tim - detida pela Telecom Italia - no valor mínimo pedido de 1,947 mil milhões de reais. A Vivo - da espanhola Telefónica - arrematou o último lote nacional, oferecendo também o mínimo de 1,927 mil milhões de reais.

 

O quinto lote do leilão foi arrematado pela Algar por 29,5 milhões de reais. Este lote é, no entanto, regional, ficando a operadora com o direito de oferecer 4G em 87 municípios do interior do São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

 

Oi de fora da alta velocidade. Para já

 

A operadora de Zeinal Bava apresentou várias razões para ter descartado a entrada no leilão 4G. Primeiro, o timing tardio da plena entrada da alta velocidade, somente em 2019.

 

Depois, a necessidade de "manter a sua estratégia de investimento em projectos estruturantes de rede". Outra das razões foi a necessidade de "reforçar os investimentos" no aumento da capacidade da rede móvel e na expansão de banda larga e TV paga.

 

Vários analistas consideram que esta decisão tem desvantagens, mas também vantagens. Por um lado, a Oi poderá ficar em desvantagem competitiva face aos seus concorrentes, ficando para trás na alta velocidade. Por outro lado, poderá vir a poupar dinheiro que lhe poderá vir a ser útil se avançar para a compra da operadora móvel Tim. Outra vantagem é que poderá estar à espera de novo leilão no futuro, onde poderá arrecadar a licença por um preço mais baixo.

 

Hoje foi leiloada a faixa de 700 megahertz (Mhz) que vai complementar a faixa de 2,5 gigahertz (Ghz) leiloada em 2012. A frequência de 2,5 Ghz tem uma maior capacidade para dados, mas um raio de cobertura menor, enquanto os 700 Mhz têm uma maior abrangência, precisando por isso de menos antenas.

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