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Para a PT “o fundamental é ter conteúdos e ter media”

Paulo Neves, presidente da PT, deu uma entrevista ao Público esta sexta-feira, 16 de Dezembro e garantiu que não há negociações com a Media Capital.

Paulo Neves, presidente da PT Portugal, no Congresso das Comunicações.
Pedro Elias
Negócios 16 de Dezembro de 2016 às 09:13
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O presidente da PT, Paulo Neves, rejeitou, em entrevista ao Público, que haja negociações com a Media Capital, mas admitiu que a entrada nos media faz parte da estratégia do grupo. "O fundamental aqui é ter conteúdos e ter media. Não sei se é fundamental ou não, mas a televisão faz parte daquilo que os nossos clientes utilizam. Nós temos soluções multiplataforma, ou seja, podem ser vistas no computador ou na televisão", salientou o gestor.


Mas Paulo Neves garantiu que "não há contactos com a Media Capital" neste sentido. Quanto a possíveis problemas com os reguladores nesta matéria, o presidente da PT não está preocupado. "Não vejo qualquer dificuldade em relação aos reguladores. Estou a falar em âmbito lato. Aliás, até agora, curiosamente, não tem sido a PT a deter conteúdos. E, que eu saiba, o regulador nunca interveio, nem tinha que intervir", referiu.


O gestor salientou ainda que o final do roaming, previsto para o próximo ano, "vai ter um impacto muito significativo" nas receitas da PT. "Digo-o eu, e dizem os nossos concorrentes e até o regulador, que a maneira como a medida foi feita vai beneficiar os países do norte da Europa", adiantou Paulo Neves.


Questionado sobre uma bolsa de mobilidade interna, com 200 pessoas sem funções atribuídas, o presidente da PT reconheceu apenas que a empresa tinha realocado "as pessoas num processo de internalização, havia pessoas que estavam em áreas menos necessárias ou menos úteis e que formámos para outras áreas". Paulo Neves disse depois que não sabia "o que são pessoas sem funções atribuídas" e rejeitou que existisse um ambiente tenso. "Não há aqui nada que seja diferente de qualquer outra empresa. Se calhar há é muito maior mediatismo em relação a tudo o que se passa nesta empresa", referiu o gestor.


Sobre ligações entre a PT e empresas de Armando Pereira, chairman da empresa, Paulo Neves não deixou grandes esclarecimentos. "Nós escolhemos estas empresas pela qualidade e pelo tipo de serviço a que se adequavam. É isso o fundamental e portanto será assim enquanto fornecerem o que nós queremos", comentou questionado sobre a Parilis, accionista de diversas sociedades que prestam serviços de engenharia à PT e que foi comprada pela operadora.


Paulo Neves rejeitou ainda que Hernâni Vaz Antunes, alegadamente sócio de Armando Pereira, tenha estado na PT a negociar com os clubes de futebol.  "O Hernâni Vaz Antunes não faz parte dos quadros desta empresa, não pertence à empresa e não tem qualquer relacionamento connosco".


O presidente da PT revelou ainda que a empresa, que detém a concessão da Televisão Digital Terrestre (TDT), vai iniciar nos próximos dias negociações com a TVI e com a SIC para que os dois operadores privados paguem menos pela sua presença nesta plataforma.

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