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Paulo Neves: "Reafirmo que não vamos fazer despedimentos na PT Portugal"

O CEO da dona do Meo garante que a operadora não vai avançar com despedimentos admitindo, porém, o corte de alguns contratos de outsourcing. Paulo Neves afirmou ainda que a actual situação política "não altera de todo" os investimentos em curso.

Pedro Elias/Negócios
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 14:24
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"Afirmo e reafirmo que não vamos fazer despedimentos na PT Portugal". A garantia foi dada esta quinta-feira, 5 de Novembro, pelo presidente executivo da dona da Meo, Paulo Neves, à margem da conferência de apresentação da expansão da rede de fibra óptica a mais 3 milhões de casas até 2020.

As declarações do gestor acontecem no seguimento de algumas notícias sobre eventuais despedimentos de vários trabalhadores em regime de outsoutcing, bem como de alguns problemas no processo de mobilidade de trabalhadores da operadora.

Paulo Neves não aprofundou muito o tema, comentando apenas que o "são outsourcers. Não é despedimento". E explicou que "o que estamos a fazer é um processo de insourcing ", ou seja, "o objectivo é garantir uma internalização de serviços, e deste modo oferecer melhores serviços aos clientes o que resultará naturalmente de não ter alguns contratos de outsourcing", adiantou.

O CEO da PT Portugal disse ainda que o "fundamental é tentar garantir que os nossos trabalhadores não são despedidos e metê-los a fazer aquilo que podem fazer melhor a bem deles próprios e da empresa", conclui.

Questionado sobre se ainda havia casos de fornecedores com atrasos de pagamentos, Paulo Neves garantiu que "não. Aliás, a própria representante dos fornecedores disse isso mesmo".

Como o presidente da Associação Nacional das Tecnologias de Informação e Electrónica (ANETIE), Vítor Rodrigues, tinha dito ao Negócios, "a maioria dos constrangimentos processuais entre os fornecedores e a Altice foi ultrapassada". No entanto, na opinião do responsável, "os fornecedores têm de estar preparados para uma mudança de paradigma".

No que toca à possível influência da instabilidade política em Portugal nos negócios da operadora, Paulo Neves respondeu de forma assertiva que " a situação política não altera, de todos, os investimentos em curso".

O presidente executivo da PT Portugal aproveitou para sublinhar que o interesse da Altice na PT Portugal é a longo prazo: "Estamos de pedra e cal. E vamos continuar a ser líderes nas áreas onde estamos".

Além disso, para o gestor, a compra da PT Portugal pela Altice é uma mais-valia para ambos".

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