Telecomunicações Pharol dispara mais de 10% depois de vitória contra Oi no Brasil

Pharol dispara mais de 10% depois de vitória contra Oi no Brasil

A Pharol dispara em bolsa depois de ter conseguido uma vitória judicial no Brasil, que determina a suspensão provisória do aumento de capital da brasileira Oi, na qual é accionista. A contenda entre ambas as empresas avoluma-se.
Ana Batalha Oliveira 29 de outubro de 2018 às 15:12

A portuguesa Pharol destaca-se na negociação ao disparar mais de 10%. O brilho em bolsa faz-se notar depois de a Câmara de Arbitragem do Mercado brasileira ter dado razão à empresa portuguesa e suspendido, provisoriamente, o aumento de capital da Oi.


A Pharol opunha-se ao aumento de capital da brasileira Oi, de 4 mil milhões de reais, pois a posição que detém como accionista seria reduzida a 7,6% ao invés dos anteriores 24%. Este aumento foi aprovado no âmbito do plano de recuperação que teve luz verde na assembleia de credores, à margem dos accionistas. O Tribunal da Relação, em Portugal, reconheceu este mesmo plano. Já a Câmara de Arbitragem do Mercado deu, numa decisão provisória, razão à Pharol, suspendendo o aumento de capital, até que seja proferida sentença final. 

Esta segunda-feira, a Pharol reagiu em comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM) , afirmando que "actualmente não tem alternativa a utilizar os meios legais para reagir a decisões adoptadas unilateralmente e de forma irredutível por parte da companhia [Oi]" apesar de reiterar "inteira disponibilidade para encontrar, de forma consensual e pacífica, soluções que permitam à Oi alcançar uma recuperação que respeite o interesse de todos os 'stakeholders' da companhia".

A Câmara de Arbitragem do Mercado deu até 5 de Novembro para a Pharol apresentar os seus argumentos "a respeito das irregularidades do aumento de capital", isto no caso de não serem concedidos "outros pedidos de urgência formulados pela Pharol".

Entretanto, a brasileira Oi respondeu com ameaças à empresa gerida por Palha da Silva (na foto). Em comunicado, a brasileira garantiu que "responsabilizará a Pharol, nos meios judiciais cabíveis, por qualquer atraso ou prejuízo que vier a ser causado por ela ao soerguimento da companhia e a manutenção de toda a sua cadeia de produção e 'stakeholders' (empregados, fornecedores, acionistas, credores e sociedade em geral) especialmente quanto a injecção de 4 mil milhões de reais em investimentos essenciais para a viabilidade da empresa em recuperação judicial".

A Pharol segue a valorizar 7,94% para os 14,96 cêntimos, depois de ter atingindo os 15,38 cêntimos que traduzem uma subida de 10,97%, a maior desde 10 de Maio.




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