Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Pharol insiste no braço de ferro com Oi e mantém AG

A Pharol informou que vai manter a assembleia geral extraordinária de accionista da Oi para dia 7 de Fevereiro. E acusa a Oi de “violação de direitos essenciais dos seus accionistas”.

Luís Palha da Silva, presidente da Pharol, diz esperar que não seja demorada a entrada dos processos em tribunal.
Pedro Elias/Negócios
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2018 às 20:32
  • Assine já 1€/1 mês
  • 5
  • ...

A guerra entre accionistas e a direcção da operadora brasileira Oi está a ganhar novos contornos. Depois da Oi ter cancelado a assembleia geral extraordinária agendada pela Pharol para dia 7 de Fevereiro, a antiga PT SGPS emitiu um comunicado a informar que vai manter a data e as horas da reunião.

"A Pharol foi surpreendida com o comunicado ao mercado realizado pela Oi em 2 de Fevereiro de 2017, no qual informa o suposto cancelamento da assembleia geral extraordinária regularmente convocada pelo seu maior accionista. Trata-se de mais um acto arbitrário da Oi em violação a direitos essenciais dos seus accionistas", sublinha a entidade liderada por Luís Palha da Silva em comunicado enviado à CMVM esta segunda-feira, 5 de Fevereiro.

Em causa está a assembleia geral extraordinária convocada pela antiga PT SGPS para vetar alguns dos pontos do plano aprovado pelos credores a 19 de Dezembro e avançar com acções judiciais.

Mas as críticas da Pharol à Oi vão mais longe. Para a entidade liderada por Palha da Silva, a decisão da direcção da Oi, encabeçada por Eurico Teles, "torna ainda mais notória a violação aos direitos dos accionistas que caracterizou todo o processo de recuperação judicial da Oi e será objecto de questionamento em sede própria, a fim de demonstrar a nulidade de actos praticados durante o processo".

Por essas razões, a maior accionista da operadora informa que mantém a assembleia, a qual foi "regularmente convocada, nos termos da legislação em vigor", defende.

A Pharol relembra ainda que "não há decisão judicial que determine o cancelamento da referida" reunião e deixa um recado aos accionistas da Oi: "A assembleia geral extraordinária terá na sua ordem de trabalhos temas relevantes, razão pela qual a Pharol exorta os accionistas da Oi a participarem da referida assembleia e das eventuais deliberações das matérias incluídas nela tratadas".

No dia 2 de Fevereiro a Oi anunciou o cancelamento da reunião extraordinária de accionistas por considerar que a ordem de trabalhos da reunião contraria uma decisão judicial tomada em Janeiro, que "homologou o Plano de Recuperação Judicial (PRJ) aprovado pelos credores e concedeu a recuperação judicial da Oi".

A referida decisão estabelece que "as alterações pertinentes, inclusive do estatuto social da companhia, aprovadas no PRJ dispensam a realização de Assembleia Geral Extraordinária e podem ser levadas a cabo pelos órgãos de direcção da companhia", sustentou a Oi. "Pelo contrário, a convocação de assembleia de accionistas, nesta hipótese, reinstalaria a instabilidade fortemente rejeitada pelo Judiciário durante todo esse processo de recuperação judicial".

 

Ver comentários
Saber mais Pharol Oi Plano de Recuperação Judicial Assembleia Geral Extraordinária Luís Palha da Silva
Outras Notícias