Telecomunicações Pharol valoriza quase 7%. CEO diz que pode reforçar na Oi

Pharol valoriza quase 7%. CEO diz que pode reforçar na Oi

A Pharol está a somar perto dos 7% em bolsa. Isto no dia em que o CEO avança a possibilidade um aumento de capital na Oi, caso as condições sejam atractivas, enquanto se afirma confiante na actuação da Justiça brasileira quanto à Governação da participada.
Negócios 02 de maio de 2018 às 12:38
A Pharol volta a disparar na praça nacional, tendo chegado a valorizar 6,79% para os 29,1 cêntimos. Está agora a cotar nos 28,5 cêntimos, uma valorização de 4,59%. Isto, depois de uma pausa de apenas duas sessões (quinta-feira e sexta-feira passadas) num ciclo de sessões sempre a ganhar acima dos 5%, que somou 29% ao preço dos títulos entre 19 e 25 de Abril. 

Este novo salto da Pharol acontece no dia em que o CEO, Palha da Silva, admite em entrevista ao Eco um aumento de capital de capital na brasileira Oi, caso as condições sejam "atractivas", embora para já a intenção seja a de manter a actual posição. A Pharol, que detém 22,24% da Oi através da sua subsidiária Bratel, passará a deter 7,66% após uma diluição de capital que decorre da conversão da dívida, a acontecer no próximo mês de Junho.

Quanto ao valor da brasileira Oi, e comparando ao período em que os accionistas da PT compraram acções da empresa, Palha da Silva classifica a desvalorização como "súbita demais para que possamos dizer que estamos perante uma situação normal". E acrescenta: "Há situações normais de descalabro das empresas, porque uma evolução tecnológica não foi apreendida, porque uma situação no mercado não foi devidamente acautelada, uma qualquer litigância de valor enorme não foi devidamente prevista, mas… não se trata aqui disto".


No que toca ao modelo de Governação da empresa de telecomunicações brasileira, o CEO da Pharol assume que não considera que este esteja a ser respeitado. Deixa nas mãos da Justiça: "confiamos na Justiça brasileira e acreditamos que esse tipo de exigências, mais tarde ou mais cedo, terá de ser satisfeito", afirma.


Na mesma entrevista, Palha da Silva descreve como "uma impossibilidade" que a empresa acabe por não recuperar dinheiro nenhum do crédito concedido à Rio Forte. Como âncora, aponta para a massa falida da Rio Forte, que ainda tem recursos em cash que "têm de ser distribuídos", diz.
 




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