Telecomunicações Pharol e Société Mondiale chegam a acordo para extinguir processos contra ex-gestores

Pharol e Société Mondiale chegam a acordo para extinguir processos contra ex-gestores

A Bratel, subsidiária a 100% da Pharol que opera no Brasil, chegou a acordo com a Société Mondiale e as assembleias-gerais de 8 de Setembro estão mesmo postas de parte. Société Mondiale ganha dois assentos no conselho de administração.
Pharol e Société Mondiale chegam a acordo para extinguir processos contra ex-gestores
Negócios 13 de setembro de 2016 às 21:46

A Pharol informou, em comunicado à CMVM, que a Bratel, sua participada a 100%, celebrou um acordo com a Société Mondiale Fundo de Investimento em Ações relativamente à convocação e realização das assembleias gerais extraordinárias da Oi convocadas para o dia 8 de Setembro.

 

"Em resultado deste acordo ficam extintos todos os processos judiciais intentados pela Société Mondiale relacionados com a convocação das referidas assembleias. Também em consequência do mesmo acordo a Société Mondiale está a requerer nesta data, a desconvocação das assembleias junto do presidente do conselho da administração da Oi", diz o comunicado desta terça-feira, 13 de Setembro.

 
Segundo o Dinheiro Vivo, a Société Mondiale ganhará a possibilidade de nomear dois administradores: Helio Costa, ex-ministro das Comunicações, Demian Fiocca (ex-BNDES) e quatro suplentes. A Pharol mantém os actuais cinco administradores e cinco suplementos. 

A Société Mondiale, recorde-se, tentou marcar para 8 de Setembro duas assembleias-gerais para destituir os administradores ligados à Pharol e iniciar processos judiciais contra eles, reuniões magnas que foram suspensas pela justiça brasileira, que obrigou as partes a entrarem num processo de mediação.

A Pharol, que detém 22,7% na Oi, quando se pronunciou em inícios de Agosto sobre o facto de o fundo Société Mondiale - accionista minoritário da operadora brasileira – querer marcar para 8 de Setembro uma assembleia geral de accionistas para votar a saída dos administradores portugueses da Oi, salientou que o conselho de administração da Oi foi "legitimamente eleito em Setembro de 2015 com mais de 80% dos votos para mandato até a aprovação de contas do exercício de 2017".

 

Além disso, referia a empresa liderada por Palha da Silva, "o juiz da recuperação judicial proferiu decisão determinando que qualquer alteração de controlo ou de conselheiros depende de sua prévia aprovação, o que não foi objecto de qualquer recurso".

 

Assim, considerava a Pharol, "a convocação de uma assembleia com o propósito de deliberar sobre assuntos que estão em análise do poder judiciário é uma tentativa clara de tumultuar todo o processo em andamento".

 

Recorde-se que o Société Mondiale, ligado ao empresário brasileiro Nelson Tabure, queria que se substituíssem alguns administradores da Oi, nomeadamente da Pharol, estando também na agenda das assembleias gerais pedidas por este accionista a aprovação de acções judiciais contra a ex-PT SGPS e o banco Santander Brasil.

 

O fundo de investimento, que tem 6,32% da operadora brasileira que está sob administração judicial, já tinha avançado com um pedido à Oi para que fosse convocada uma assembleia geral extraordinária que decidisse uma acção contra a Pharol, contra os accionistas da Pharol, contra os ex-gestores da PT e alguns dos gestores da Pharol - Zeinal Bava, Shakhaf Wine, Henrique Granadeiro, Nuno Vasconcellos, Rafael Mora, Luís Palha da Silva, João Castro, Pedro Moraes Leitão, Francisco Cary e Jorge Cardoso – e contra o Santander Brasil que foi o avaliador dos activos da PT no âmbito da integração da empresa portuguesa na Oi.

 

Agora, com este acordo, fica posta de parte esta pretensão do Société Mondiale.

(Notícia actualizada com mais informação)




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