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PT fecha pela primeira vez abaixo de 1 euro e já vale menos que a dívida da Rioforte

A queda da PT na bolsa de Lisboa continua e a empresa vale agora menos 2,1 mil milhões de euros do que no início do ano. Desde a saída de Zeinal Bava da liderança da Oi que a PT perdeu mais de 39% do seu valor.

André Cabrita-Mendes andremendes@negocios.pt 22 de Outubro de 2014 às 17:11
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A Portugal Telecom já vale menos que a dívida da Rioforte. A cotada fechou a valer 883,1 milhões de euros na sessão desta quarta-feira, 22 de Outubro. Este valor é inferior em 13,9 milhões de euros ao total de 897 milhões investidos pela PT em dívida da Rioforte.

 

A queda da Portugal Telecom na bolsa de Lisboa continua e a empresa vale agora menos 2,175 mil milhões de euros, menos 68,8% do que no início do ano, segundo as contas da Bloomberg.

 

O dia de hoje fica também marcado por ser a primeira vez na história da companhia de telecomunicações que o preço da acção fecha a valer menos de um euro. A cotação perdeu 1,79% no fecho da sessão para os 98,5 cêntimos, o valor mais baixo de fecho desde que a Portugal Telecom começou a negociar em bolsa em 1995.

 

A operadora de telecomunicações fechou a sessão em terreno negativo pela quinta vez consecutiva. Desde a saída de Zeinal Bava da liderança da Oi que a PT perdeu mais de 39,42% do seu valor. 

 

Na operadora brasileira, o cenário é semelhante. A cotação da Oi caiu 26,9% desde a saída do gestor português. Segue hoje a negociar no vermelho pela terceira sessão consecutiva a cair 1,80% para 1,09 reais na bolsa de São Paulo.

 

A cotação da PT está a recuar sem parar desde o final da semana passada (16 de Outubro). A razão para isto? O Tribunal do Luxemburgo rejeitou o pedido de gestão controlada da Rioforte. A empresa do Grupo Espírito Santo (GES) vai assim a caminho da insolvência, o que torna cada vez mais difícil a recuperação dos 900 milhões de euros investidos pela PT em papel comercial da empresa.

 

Conforme avança o Negócios hoje, a Portugal Telecom teria ficado com um terço do capital da Rioforte, se o Tribunal do Luxemburgo tivesse aceitado o pedido de gestão controlada da "holding" não financeira do GES.

 

Para tentar travar esta queda, a CMVM proibiu a venda a descoberto das acções da PT até ao final do dia 23 de Outubro. O polícia da bolsa nacional suspendeu assim a aposta na queda dos títulos, o que não impediu, contudo, a continuação da queda da cotada.

 

Actualmente os títulos da Rioforte estão no balanço da Oi. Mas com o novo acordo de fusão, a PT SGPS (a empresa cotada em Lisboa) comprometeu-se a recomprar a dívida da Rioforte entregando acções que detém da Oi à operadora brasileira. A PT SGPS ficará com a opção de recomprar estas acções durante seis anos. Apesar dos accionistas da PT SGPS já a terem aprovado, esta operação ainda não teve lugar.

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