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PT SGPS assume que venda da PT Portugal muda promessa da fusão

A PT SGPS assumiu em comunicado divulgado esta quarta-feira, 7 de Janeiro, que a venda da PT Portugal por parte da Oi altera a promessa subjacente à fusão anunciada em Outubro de 2013.

Pedro Elias/Negócios
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 08 de Janeiro de 2015 às 09:05
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A PT SGPS assume, pela primeira vez, que a venda da PT Portugal por parte da Oi altera as promessas feitas quando a fusão entre as duas empresas foi feita em Outubro de 2013.

 

"A aprovação, por parte dos accionistas, da venda da PT Portugal representará o abandono do objectivo de existência de 'um operador de telecomunicações líder, cobrindo uma área geográfica de 260 milhões de habitantes e cerca de 100 milhões de clientes', conforme tinha sido divulgado ao mercado no dia 2 de Outubro de 2013", escreve a administração da PT no comunicado divulgado esta quarta-feira, 7 de Janeiro, no qual informa que mantém a assembleia-geral convocada para 12 de Janeiro, segunda-feira, mas que os accionistas, querendo, podem pedir no início a suspensão dos trabalhos. 

 

Em Outubro de 2013, as duas empresas anunciaram um projecto de fusão que visava criar um operador global com 100 milhões de clientes e foi com base nessa promessa que os accionistas aprovaram o projecto. 

 

A administração da PT, reunida quarta-feira, concluiu que não houve informações que alterassem o que estava em discussão na segunda-feira, a venda da PT Portugal por parte da Oi.

 

Nem as buscas, nem o relatório da PriceWaterhouseCoopers, nem a retirada da oferta pública de aquisição de Isabel dos Santos alteram a proposta que está em cima da mesa. 

 

Quanto aos pareceres, noticiados pelo Negócios, que a PT teria em seu poder e que admitem ser possível uma reversão do negócio entre a PT e a Oi, o que levaria à inviabilização da venda da PT Portugal por parte da Oi, a administração da PT assume que "analisou todas as alternativas legalmente admissíveis, tendentes à defesa dos interesses e direitos da sociedade, no âmbito das relações contratuais entre a PT SGPS e a Oi", mas que os pareceres jurídicos não eram unânimes quanto à possibilidade de resolução da combinação de negócios".

 

Também a auditoria da PwC "não tem por objecto qualquer matéria submetida à apreciação ou deliberação dos accionistas na Assembleia Geral". A PT SGPS e a PwC foram alvo de buscas no início da semana, com a CMVM a forçar a entrega da versão final do relatório. A PT SGPS ainda não divulgou as conclusões desse relatório, tendo já sido noticiado pela TVI que uma das conclusões aponta para o facto de a PT se ter endividado para subscrever dívida do Grupo Espírito Santo. O Público avança, esta quinta-feira, que  a PT pediu para que fossem retirados os nomes de titulares de órgãos sociais da PT do relatório.

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