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Reclamações sobre telecomunicações dispararam 94% em julho

O cancelamento de serviços e avarias motivaram a maioria das queixas do setor de telecomunicações. As reclamações do setor postal também aumentaram 70%.

Bloomberg
Sara Ribeiro sararibeiro@negocios.pt 14 de Agosto de 2020 às 13:15
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Em julho, o número de reclamações que chegaram à Anacom sobre serviços de comunicações – que incluem o setor postal e telecomunicações - atingiram o valor mais elevado dos últimos 12 meses. No total, foram feitas 13,5 mil queixas durante esse mês, o que representa um aumento de 36% face ao valor registado em julho de 2019.

Olhando para os dados por segmentos, as reclamações sobre os serviços de comunicações eletrónicas aumentaram 94%, passando das 2,7 mil para as 5,3 mil reclamações.

Em julho, as reclamações sobre comunicações eletrónicas representaram 65% do total de reclamações registadas nesta plataforma.

"Todos os principais operadores viram aumentar muito significativamente as suas reclamações", sublinha a Anacom, detalhando que "a Meo foi o operador mais reclamado, representando 36% das reclamações no setor".

Quanto aos assuntos mais reclamados foram "a gestão de contratos pelos utilizadores, o cancelamento de serviços e as avarias". Segundo o regulador, no mês de julho deste ano as avarias e a ligação inicial de serviços fixos foram os assuntos em que as reclamações mais aumentaram.

As queixas relacionadas com os serviços postais aumentaram 70% em julho de 2020, face a igual período do ano passado, passando das 1,7 mil para as 2,9 mil reclamações. No total, reclamações sobre os serviços postais representaram 35% das reclamações registadas pela Anacom.

Todos os operadores de serviços viram aumentar "muito significativamente as suas reclamações", mas apesar de os CTT continuar a ser o operador mais reclamado -  tendo motivado 77% das reclamações no setor -  "a DPD foi o operador em que mais aumentaram o número de reclamações neste período face ao verificado em igual período de 2019".

Os assuntos mais reclamados pelos utilizadores foram o atraso na entrega, o extravio e a entrega na morada errada. Este foi o assunto que mais aumentou.

O meio mais utilizado para reclamar continua a ser o livro de reclamações eletrónico, que registou cerca de 8,2 mil reclamações em julho de 2020 face a 4,5 mil reclamações em julho de 2019. Trata-se de um crescimento de 85% que está relacionado, "em larga medida, ao efeito das medidas de reação à pandemia covid-19 e à maior utilização de serviços de comunicações neste período de crise", explica o regulador.

"Os livros de reclamações físicos registaram cerca de 3,5 mil reclamações em julho de 2020, menos 22% do que em julho de 2019, refletindo ainda o impacto das medidas adotadas em resposta à pandemia COVID-19, mas a sua utilização tem vindo a recuperar desde o fim do estado de emergência".

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