Telecomunicações Sindicato acredita que greve nos CTT vai ter “boa adesão”. Na PT “é uma incógnita”

Sindicato acredita que greve nos CTT vai ter “boa adesão”. Na PT “é uma incógnita”

O secretário-geral do SNTCT, afecto à CGTP, acredita que a greve agendada para a próxima segunda-feira vai ter diferentes adesões nas distintas áreas dos CTT. Já na PT, “é uma incógnita”.
Sindicato acredita que greve nos CTT vai ter “boa adesão”. Na PT “é uma incógnita”
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 24 de março de 2016 às 17:33

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicação (SNTCT) convocou uma greve geral nas empresas do grupo CTT e na Portugal Telecom para a próxima segunda-feira, 28 de Março.

 

No caso dos Correios, em causa está a actualização salarial entre 0,7% e 1,3%, com um aumento mínimo garantido de 10 euros, a qual considera ilegal. O SNTCT, afecto à CGTP, foi o único dos onze sindicatos que representam os trabalhadores dos Correios que não assinou o acordo com a administração da empresa.

 

Vítor Narciso, secretário-geral do SNTCT, espera que a paralisação tenha "boa adesão". Aliás, das conversas que tem mantido com alguns trabalhadores notou que "há uma revolta grande em relação aos 10 euros de aumento", o que o leva a acreditar que haverá adesão à iniciativa, explicou ao Negócios.

 

O responsável frisa, contudo, que deverá haver adesões diferentes em relação às distintas áreas das empresas do grupo CTT. Na área de distribuição e do centro de tratamento de correio deverá haver uma adesão maior, enquanto nas lojas, por exemplo, não deverá ter muito impacto, explicou.

 

Já no caso da Portugal Telecom, que passou para as mãos da Altice em Junho de 2015, a adesão à greve "é uma incógnita". Vítor Narciso explica que "não há uma cultura, ou o hábito, de os trabalhadores da PT fazerem greve".

 

Segundo os números avançados pelo secretário-geral, "há 24 anos que não há uma greve na PT".

 

Na base da convocatória da greve está o congelamento dos aumentos salariais, "já há dois anos", "a recusa do pagamento do trabalho suplementar tal como era pago anteriormente", bem como da atribuição de diuturnidades" e o novo regime de ajudas de custo.

Situações que têm levado "à perda do poder de compra" e, por isso, "estamos esperançados que o cansaço dos trabalhadores leve uma boa parte a fazer greve", acrescentou.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI