Telecomunicações Telefónica interessada na compra da Oi

Telefónica interessada na compra da Oi

A empresa de telecomunicações espanhola está a ponderar avançar com uma proposta pela sua rival brasileira Oi, como parte do seu plano de reestruturação e de renovação dos ativos.
Telefónica interessada na compra da Oi
Rolf Vennenbernd
Negócios 16 de setembro de 2019 às 08:35

A espanhola Telefónica poderá avançar com a compra total ou parcial da Oi - detida em parte pela Pharol -, avaliada em 6 mil milhões de euros e que passa por uma situação financeira delicada, segundo o jornal espanhol El Confidencial.

A Telefónica terá já contactado o banco norte-americano Morgan Stanley para mediar a compra da sua concorrente brasileira, adiantou o jornal, que no segundo trimestre deste ano apresentou prejuízos de 353 milhões de euros. A empresa tem-se tentado reerguer depois da falência e posterior recuperação judicial em 2016. Na altura a dívida da Oi ascendia aos 17 mil milhões de euros.

O regulador brasileiro Anatel afirmou recentemente que o Governo brasileiro não iria intervir para apoiar a Oi.

O facto de a Telefónica poder reforçar a sua posição de maior "player" no mercado brasileiro não é vista com bons olhos pela Anatel, que poderia bloquear uma compra total. A ideia da Oi poderia passar por vender apenas o seu negócio de torres e os seus "data centre".

Na semana passada o Governo brasileiro aprovou uma nova lei no ramo das telecomunicações, chamada PLC 79, que reduz as restrições das operadoras para venderem os seus ativos.

A Telefónica está presente no Brasil através da Vivo, uma empresa que surgiu a partir da Telesp Celular, comprada pela Portugal Telecom e pela Telefónica, em 1998. A parceria das duas empresas no Brasil terminou em 2010, quando a Telefónica comprou a participação da PT na Vivo por 6,5 mil milhões de euros.

A Oi tem 18% da quota de mercado no Brasil – a quarta maior do país – atrás da Vivo, da TIM e da Claro.

A Telefónica tem vindo a elaborar um plano de reestruturação que passará pela redução de custos. Este mês, anunciou que pretendia uma grande redução do número de trabalhadores através de um plano de reformas voluntárias.

 




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