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Zon dispara 5% com interesse na aquisição de operadoras de cabo

As acções da Zon Multimédia encerraram a sessão desta segunda-feira a subir mais de 5% e prolongaram os ganhos que acumularam na última semana, impulsionada pelo interesse da Vodafone na maior operadora de cabo alemã.

5 - Rodrigo Costa, Zon Multimédia. 3,42%
Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 19:18
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A Zon Multimédia valorizou 5,26% para 3,779 euros, na primeira sessão da semana, e chegou a acumular um ganho de 7,10% para 3,845 euros. O volume de negociações foi de 1,6 milhões de acções, o que corresponde a mais de três vezes o volume médio dos últimos seis meses.

 

Uma ganho que veio prolongar o avanço de 3,8% da última semana e que poderá reflectir uma maior predisposição no mercado para realizar fusões e aquisições. Em causa está o interesse da Vodafone na maior operadora de cabo do mercado alemão. 

 

Na semana passada, a Vodafone apresentou uma oferta de aquisição da maior operadora de cabo na Alemanha, Kabel Deutschland. A notícia demonstrou que a segunda maior operadora do mundo reconhece a importância de deter uma infraestrutura de rede fixa, explicou o gestor de activos do Banco Carregosa, Rui Bárbara, ao Negócios.

 

A divulgação do interesse da operadora móvel do Reino Unido “ajudou a fazer subir todas as operadoras de cabo na Europa”, referiu o gestor, acrescentando que a estratégia de convergência que a Portugal Telecom e a Zon estão a implementar em Portugal “depende da existência de cabo”.

 

Mário Vaz, presidente executivo da Vodafone em Portugal, afirmou em entrevista publicada esta segunda-feira pelo Negócios que a Zon Optimus pode representar uma oportunidade de fusão para a operadora britânica no mercado português.

 

Para Rui Bárbara, uma potencial fusão que envolvesse a Vodafone e a Zon Optimus poderia levantar impedimentos regulatórios. Contudo, faria sentido do ponto de vista económico, acrescentou, lembrando que António Carrapatoso, afirmava, já enquanto presidente-executivo da Vodafone, que o mercado português tem espaço para apenas 2,5 operadoras móveis.

 

A Vodafone é a segunda operadora móvel do mundo mas não detém rede fixa na maior parte dos mercados em que está presente. Para a analista Robin Bienenstock, do Bernstein Research, esta é uma fragilidade que poderá obrigar a operadora britânica a optar entre aumentar o investimento ou perder quota de mercado.

 

O Financial Times afirmou, na coluna Lex da passada quinta-feira, que as ofertas de “tripple-play” ou “quad-play”, que em Portugal são fornecidas pela PT e Zon, têm vindo a retirar quota de mercado às operadoras móveis. 

 

A sessão desta segunda-feira fica também marcada pela notícia, entretanto desmentida, que dava conta do interesse da norte-aereicana AT&T em comprar a Telefónica. As acções da operadora espanhola fecharam em alta (+2,39%).

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