Aviação Aeroporto do Porto não prevê "grande impacto" com redução de rotas da TAP

Aeroporto do Porto não prevê "grande impacto" com redução de rotas da TAP

O chefe de serviço das operações aeroportuárias, António Loureiro, adiantou ser "muito difícil prever" o que acontecerá quando a TAP encerrar as rotas, mas não antecipa "grande impacto".
Aeroporto do Porto não prevê "grande impacto" com redução de rotas da TAP
Miguel Baltazar/Negócios
Alexandra Noronha 11 de fevereiro de 2016 às 11:52

"Acaba por haver um equilíbrio, sai uma companhia entra outra". Foi assim que António Loureiro, chefe de serviço das operações aeroportuárias do aeroporto Sá Carneiro, comentou esta quinta-feira, 11 de Fevereiro, o polémico encerramento de rotas da TAP a partir daquela infra-estrutura.

 

Depois de admitir que o peso da companhia aérea no aeroporto ultrapassa os 30%, o responsável diz ser "muito difícil" prever o impacto desta medida, mas não antevê grandes dificuldades. "Em termos do número de passageiros no aeroporto não temos previsto uma grande influência", explicou António Loureiro, que falou durante a apresentação da nova rota da Wizz Air.

 

"A política de voos pertence às companhias e não ao aeroporto. A TAP é e continuará a ser uma empresa muito importante e vamos continuar a fazer tudo para que se mantenha", referiu o mesmo responsável. "No negócio de aviação as companhias fazem as suas rotas e planos de acordo com a procura que têm. Houve várias que saíram e voltaram. As companhias aéreas tentam adaptar-se e o aeroporto está aqui. Não é uma situação em que possamos intervir", explicou António Loureiro.

 

O mesmo responsável não quis comentar a polémica em torno desta questão. "O aeroporto é uma instituição operacional e estamos aqui para lidar com as operações. As questões políticas deixamos um bocadinho à parte", salientou o responsável.

 

António Loureiro revelou ainda que o aeroporto irá continuar a crescer ainda que não a uma taxa tão elevada como nos últimos anos. "Gostávamos que o crescimento fosse como o ano passado, mas deverá ser um pouco mais modesto", adiantou. "As nossas previsões apontam para um crescimento mais moderado, que mantemos independentemente da TAP", salientou o responsável.

 

Em 2015, o aeroporto Sá Carneiro registou mais de oito milhões de passageiros, um aumento de 16,7% face ao ano anterior. A infra-estrutura tem 22 companhias aéreas e serve 74 destinos, tendo previstas mais dez novas rotas em 2016, para já. As companhias aéreas "low cost" representam 63,1% do tráfego.

Reacção
Sá Carneiro não está em causa A garantia foi dada pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. D’Oliveira Martins: o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, não está em causa.

No programa Fórum TSF desta quinta-feira, 11 de Fevereiro, o responsável frisou que o cancelamento de rotas entre o Porto e Milão, Bruxelas, Barcelona e Roma obedece a uma "lógica de mercado", tendo sido realizado um estudo prévio.

A decisão levou a Câmara do Porto, através do presidente Rui Moreira, a tecer duras críticas ao desinvestimento levado a cabo pela companhia aérea na cidade. Declarações que Oliveira Martins não quis comentar, embora tenha revelado preocupação quanto a um eventual boicote do Norte à companhia aérea, agora detida a 50% pelo Estado.

No mesmo programa, um porta-voz da TAP garantiu que os voos suprimidos "não eram rentáveis" e que não está previsto o cancelamento de qualquer outro voo a partir do Porto.



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